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INTERNACIONAL

Iceberg do tamanho da cidade de São Paulo se desprende da Antártida

Deutsche Welle

28/02/2021 09h09 - Atualizado em 28/02/2021 17h05

Processo de separação de bloco de gelo começou a quase uma década
Divulgação/BASProcesso de separação de bloco de gelo começou a quase uma década

Um iceberg gigante, de tamanho maior do que a maioria das cidades europeias, se separou da Antártida, perto de uma estação de pesquisa britânica, afirmou a British Antarctic Survey (BAS), que cuida dos interesses do Reino Unido na região.

O iceberg mede 1.270 quilômetros quadrados, aproximadamente a área da cidade de São Paulo ou de Londres, se separou da plataforma de gelo Brunt, que possui umas espessura de 150 metros. As primeiras grandes rachaduras surgiram há quase uma década e, desde então, cientistas esperavam o “parto” deste bloco de gelo.

“Nossas equipes da BAS estavam preparadas para o parto de um iceberg na plataforma de gelo Brunt há anos”, afirmou a diretora da British Antarctic Survey, Dame Jane Francis.

Em comunicado, a BAS afirmou que os eventos que levaram à separação do iceberg começaram a se acelerar em novembro do ano passado. Por razões de segurança, a estação de pesquisa britânica foi transferida de posição há quatro anos. Localizada a cerca de 20 quilômetros de onde ocorreu a ruptura, a base monitora diariamente o estado da plataforma de gelo.

A estação estava vazia no momento da separação do iceberg, pois a equipe de 12 pesquisadores que trabalha no local deixou a Antártida no início de fevereiro devido à aproximação do inverno na região.

No período em que a estação está vazia, cientistas monitoram a plataforma por meio de instrumentos de GPS que enviam os dados a Cambridge, na Inglaterra, para a análise.

“Nas próximas semanas ou meses, o iceberg pode se afastar ou encalhar e permanecer próximo à plataforma de gelo Brunt”, afirmou Francis, acrescentando que a estação britânica continuará monitorando o bloco.

Icebergs se soltam naturalmente da Antártida em direção ao oceano, mas esse processo tem sido acelerado pelas mudanças climáticas. A BAS, porém, afirmou não haver evidências de que o aquecimento global tenha tido um papel importante neste caso.

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