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JUSTIÇA

Braskem é alvo de ação coletiva nos EUA por afundamento de bairros

Redação

31/08/2020 16h04 - Atualizado em 31/08/2020 18h06

Braskem recua após ser alvo de ação coletiva na Justiça dos Estados Unidos
DivulgaçãoBraskem recua após ser alvo de ação coletiva na Justiça dos Estados Unidos

A Braskem está enfrentando uma nova ação coletiva nos Estados Unidos como consequência do afundamento do solo em quatro bairros de Maceió, relacionado à extração de sal-gema pela petroquímica.

De acordo com o Valor, o escritório de advocacia americano Pomerantz LLP iniciou a demanda judicial na corte de Nova Jersey, tendo com alvo Roberto Simões, o ex-presidente Fernando Musa e o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Pedro Freitas.

A banca de advogados é a mesma que conseguiu um acordo de US$ 2,95 bilhões com a Petrobras (SA:PETR4) na esteira da Operação Lava-Jato.

De acordo com a publicação, sem considerar os custos com a ação, a Braskem estima gastos de R$ 5 bilhões devido à questão em Alagoas.

A demanda foi aberta em 25 de agosto em nome de investidores da companhia entre os dias 6 de maio de 2016 e 8 de julho de 2020, tendo como base a desvalorização de 6,2% dos recibos de ações em 9 de julho, após a comunicação de provisão adicional relativa aos gastos estimados com o problema em Maceió.

O jornal lembra que foi naquela data que a petroquímica informou ao mercado que previa gastar mais R$ 1,6 bilhão com o problema geológico em Maceió, dos quais R$ 850 milhões para medidas de apoio aos moradores das novas áreas de desocupação e R$ 750 milhões para o encerramento definitivo da mina de sal-gema em Alagoas.

Em abril de 2019, a Braskem já havia informado que era alvo de ações civis públicas no Brasil relacionadas ao problema geológico em Maceió, que pediam o bloqueio de R$ 6,7 bilhões de seu caixa, o que levou o ADS da companhia a recuar 5,98%, em dois pregões.

Os gastos estimados pela Braskem com o problema geológico em Maceió já chegaram aos R$ 5 bilhões e tendem a crescer. Além da “class action” nos Estados Unidos, ainda não há desfecho para a ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que inicialmente pediu cerca de R$ 20 bilhões em reparação a danos socioambientais.

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