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MISTÉRIO

Confira o que já se sabe sobre morte de brasileira no Chile

Com Pragmatismo Político

11/07/2019 13h01 - Atualizado em 11/07/2019 13h01

Giovanna Bardi e o namorado Leandro Bonello
Foto: DivulgaçãoGiovanna Bardi e o namorado Leandro Bonello

A brasileira Giovanna Elias Bardi, de 35 anos, foi encontrada morte dentro de um quarto de hotel em Santiago, no Chile, no último sábado, 6. Até agora, a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Giovanna, que é de Sorocaba (SP), no interior de São Paulo, fazia uma viagem de quatro dias sozinha. Ela trabalhava como tradutora e programou o passeio para conhecer o país.

Filha única, a brasileira pretendia ficar quatro dias no Chile e nos próximos meses visitar sozinha Machu Picchu, no alto da Cordilheira dos Andes, no Peru.

O namorado Leandro Bonello e a mãe dela foram ao Chile após a morte e acompanham os trâmites para o translado do corpo. Pelo que ouviu da polícia local, Bonello diz acreditar em uma “fatalidade”.

Segundo Leandro, a namorada tinha episódios ocasionais de desmaio e queda de pressão após comer determinados alimentos. “Ela, às vezes, dependendo da comida, tinha ‘dumping’. Causava desmaios e queda de pressão. Tudo indica que desmaiou e não foi acudida. Com o tempo, veio a óbito”, disse.

Giovanna fez contato pela última vez com a família na noite de quinta-feira, 4. Depois, parou de responder mensagens e atender ligações. Preocupados, os parentes entraram em contato com o hotel no qual ela estava hospedada na capital chilena. Ela foi encontrada já morta no quarto.

Síndrome de Dumping


Apesar das suspeitas, Giovanna não tinha diagnóstico de Síndrome de Dumping. Na síndrome, característica em pacientes submetidos a cirurgias gástricas, alimentos de grande concentração de gorduras e açúcares passam rapidamente do estômago para o intestino.

Os sintomas decorrentes deste processo são dor de cabeça, taquicardia, náuseas, fraqueza e diarreia. Portadores precisam de acompanhamento médico. Giovanna realizou uma cirurgia bariátrica “há muito anos”, diz o namorado.

Leandro e Giovanna começaram a namorar há apenas dois meses. O homem conta que precisou socorrer a namorada uma vez. Na ocasião, não precisou levá-la ao hospital “pois não foi muito forte”.

“Alguns exames levam meses. Mas, pelo que a polícia nos passou, encaixa com isso. Uma fatalidade. Perda incrível. Estávamos muito felizes”, lamentou o namorado.

Parentes continuam no Chile


Nesta quarta-feira, 10, a família de Giovanna continua no Chile. “Demos entrada no IML e agora depende de liberação. É mais demorado que imaginava. Burocracia deles”, declarou Leandro.

O Consulado-Geral do Brasil em Santiago informou que está acompanhando o caso e prestando assistência cabível à família. A certidão de óbito está pronta, mas a família ainda não teve acesso ao documento.

Ainda segundo o namorado, ele esteve no hotel e o quarto em que Giovanna estava seria aquecido por ar-condicionado e não por sistema de gás. Além disso, na porta havia uma placa com a escrita “não perturbe”.

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