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EUA

Trump insiste em muro e critica investigações sobre ele

G1

06/02/2019 08h08

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no Congresso americano na madrugada desta quarta-feira, 6, em evento anual denominado de Estado da União. O republicano abriu o seu pronunciamento abordando a necessidade de união entre os dois maiores partidos do país e, como esperado, voltou a insistir na construção do muro na fronteira com o México - assunto causador da maior paralisação do governo americano da história, o "shutdown".

Marcado para o dia 29 de janeiro, o Estado da União foi reagendado para esta quarta pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, justamente por causa do "shutdown". O evento, que ocorre todo ano, serve para o chefe de Estado e de governo prestar esclarecimentos aos parlamentares, militares e Suprema Corte sobre a atual situação do país e os planos e prioridades do ano.

Na defesa do muro, o presidente norte-americano afirmou que a criminalidade em El Paso – cidade no Texas que faz fronteira com o México – caiu de forma acentuada depois da instalação de uma cerca. "Simples assim, muros funcionam e muros salvam vidas. Então vamos trabalhar juntos, com compromisso, e chegar a um acordo que realmente torne os EUA seguros."

Trump disse ainda que as caravanas são perigosas para os próprios migrantes, além de facilitarem a entrada de drogas letais, que "inundam nossas cidades". "Tolerância com a imigração ilegal não é compaixão – é crueldade. (...) Eu quero que as pessoas venham para o nosso país ainda mais do que nunca, mas elas devem vir legalmente."

O Congresso tem até o dia 15 de fevereiro para entrar em acordo com o presidente sobre o orçamento para a segurança na fronteira. Se o impasse persistir, um novo "shutdown" pode ser iniciado.

Segundo o 'G1', Trump abordou outros temas, como:

- Crescimento econômico dos EUA: "Depois de 24 meses de progresso rápido, nossa economia faz inveja ao mundo. O Estado da nossa União é forte";

- Foi vaiado quando citou o fim do Obamacare;

- Confirmou o 2º encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un no final de fevereiro, no Vietnã;

- Condenou o governo de Nicolás Maduro e reafirmou que os Estados Unidos apoiam a luta pela liberdade do povo venezuelano. Quando citou o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, Trump foi aplaudido de pé pela maioria dos presentes;

- Disse que "os EUA nunca serão um país socialista";

- Pediu apoio na luta contra o câncer infantil e se comprometeu a eliminar a epidemia de HIV no país em até 10 anos;

- Defendeu a retirada de militares na Síria após derrota do Estado Islâmico: "Grandes nações não lutam guerras sem fim";

- O momento mais controverso do discurso foi quando Trump criticou investigações contra ele e aliados: "A única coisa que pode parar nossa economia são guerras tolas e investigações partidárias ridículas".

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