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Delegado federal acusado de assediar funcionária da superintendência

17/08/2011 00h12

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas e a Procuradoria da República do Estado, receberam as denúncias contra o delegado João Batista Estanislau, diretor Regional Executivo da superintendência da Polícia Federal em Alagoas, que é acusado de assédio sexual contra uma funcionária da superintendência da PF. O protocolo de nº 3681/2011 emitido na OAB/AL revela todas as peripécias cometidas pela autoridade.

O documento anônimo de 7 de julho desse ano, foi direcionado à procuradora da Repúblicado Estado, Niedja Gorete Kaspary, ao presidente da Ordem dos Advogados Brasil de Alagoas, Omar Coelho e ao mi-nistro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A denúncia é taxativa ao dizer que o superitendente da Polícia Federal, Amaro Vieira Ferreira, e o delegado corregedor, Cláudio Pires Martins são omissos em relação à falta de respeito e imoralidades praticadas na instituição.

O documento que o jornal Extra teve acesso é claro ao afirmar: "pouca vergonha e imoralidade do senhor João Batista Estanislau, acima citado, vive assediando as serviçais [...]" As revelações contam que as intimidades entre funcionárias terceirizadas da superintendência da PF eram praticadas no ambiente de trabalho e até piadas sobre os fatos existiam entre os colegas delegados da Polícia.

As piadas e chacotas sobre o acontecimento foram narradas: "Você já foi ao "tatame"? "Tatame" foi o nome dado ao local onde João Batista foi flagrado com atos libidinosos com a funcionária. A serviçal teve o nome preservado, e só é identificada no documento como Maria, para que não sofresse nenhum tipo de intimidação por parte da autoridade denunciada.

O protocolo ainda diz: "Ele (João Batista) foi visto aos abraços e beijos nos horários de almoço nas escadas do prédio, visto por um colega policial [..] Comentam até que ele fez amor (sexo), na sala do gabinete [...]". Por fim, a acusação é enfática: "Os senhores delegados, todos ou quase todos sabem do caso, mas são verdadeiros "frouxos", omissos, tem medo de denunciar para não serem perseguidos."

Mais acusações - A mesma denúncia cita que o superintendente da Polícia Federal, Amaro Vieira Ferreira e os delegados Cláudio Pires Martins e João Batista Estanislau estão perseguindo todos os servidores, devido a não aprovação do plebiscito feito pelo sindicato dos polícias federais, que rejeitaram com 98% dos votos as propostas dos seus superiores.

O denunciante, anônimo, alerta que agentes são convocados para viagens a serviço e eles (Amaro Vieira Ferreira , Cláudio Pires Martins e João Batista ) não liberam. "Ainda por cima procuram qualquer meio para prejudicar o servidor, a qualquer preço, servidores com relevantes serviços prestados a Polícia Federal foram obrigados a pedir aposentadoria para não serem punidos", sentencia o escrito.

Outras denúncias vieram a tona, como o uso abusivo e irre-gular de carros oficiais da Polícia Federal, por parte dos delegados citados, em horários distintos de suas atividades profissionais durante a semana e em folgas e nos finais de semana. "Uso de viatura oficial fora do expediente e nos finais de semana", confirma o documento.

O que diz as autoridades

A reportagem do jornal Extra manteve contato com assessoria de comunicação da Polícia Federal que responde uma série de questionamentos por email da seguinte forma (veja na íntegra): "Com relação a essas acusações conversei com o superintendente e este me respondeu basicamente nessas palavras: não temos o que comentar o documento por ser este apócrifo, anônimo.

Quanto às acusações feitas possivelmente é uma tentativa de macular a boa administração realizada neste período. Frisando, mais uma vez, que por se tratar de documento anônimo não nos pronunciaremos. Nada mais a acrescentar. Bem, em resumo foi isso que o superintendente me passou."
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