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PRESIDÊNCIA DA CBF

Ex-jogador Romário ameaça Gustavo Feijó de investigação em CPI

Ex-prefeito de Boca da Mata é um dos cotados para assumir presidência da entidade

Bruno Fernandes

22/09/2021 15h03 - Atualizado em 22/09/2021 16h04

O ex-prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó
AssessoriaO ex-prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó

O senador Romário (PL-RJ) usou as redes sociais na tarde desta quarta-feira, 22, para mandar um recado a Gustavo Feijó, ex-prefeito de Boca da Mata, interior de Alagoas.

Além de Feijó, Romário também criticou Marco Polo Del Nero, Ricardo Teixeira, ambos proibidos pela Fifa de agir no futebol. Feijó, no entanto, é um dos atuais vices da CBF e tenta chegar à presidência da entidade com apoio de Del Nero.

“Se a CBF voltar a ser presidida por Del Nero ou Teixeira, ambos banidos do futebol pela Fifa, ou Gustavo Feijó, cheio de escândalos na vida pública e privada, vou coletar assinaturas e falar com o presidente do Senado para abrir uma nova CPI, agora, especificamente, sobre a CBF”, escreveu Romário, em seu perfil no Instagram.

O ex-jogador teria ficado indignado com o teor de reportagem publicada pelo portal Terra, na qual afirmava que qual Gustavo Feijó tem feito campanha em Brasília, no Senado e na Câmara dos Deputados, para obter apoio e presidir a CBF.

A campanha é impulsionada após Rogério Caboclo ser afastado por 24 meses da presidência por uma determinação da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, depois que uma funcionária da entidade o acusar de assédio sexual e moral.

Feijó, além de ser suspeito de comandar um esquema que desviou R$ 28 milhões da prefeitura de Boca da Mata, o que ocasionou seu afastamento do cargo de prefeito por 180 dias em 2019, também é investigado pela Polícia Federal por prática de "caixa dois" na campanha eleitoral de 2012.

Em 2017, por conta dessa suposta prática foram cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas a pedido do Ministério Público Eleitoral, em quatro endereços ligados a Feijó no estado.

A operação é um desdobramento da CPI do Futebol aberta em 2015 para investigar supostas irregularidades na CBF. Em um troca de mensagem obtida pela Polícia Federal, Feijó pedia cerca de R$ 200 mil para Marco Polo Del Nero, então principal executivo da CBF, durante a campanha eleitoral de 2012. O cartola respondeu que enviaria.

Além da Justiça de Alagoas, uma investigação da Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro coloca em suspeita a segurança do sistema de registros de jogadores da CBF, o BID, e aponta para supostas fraudes praticadas pelo time alagoano Santa Rita, de Boca da Mata, pertencente a família de Gustavo Feijó.

O dirigente, segundo o portal, tenta buscar apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para se projetar na CBF.

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