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PATROCÍNIO

Caixa rompe vínculo com clubes de futebol e economiza R$ 195 milhões

R7

18/01/2020 06h06

Fla e Timão receberam 37% dos gastos da Caixa com patrocínio desde 2012
DivulgaçãoFla e Timão receberam 37% dos gastos da Caixa com patrocínio desde 2012

A Caixa Econômica Federal não renovou contrato de patrocínio com os clubes de futebol referentes o ano de 2019. Com a decisão, o banco estatal economizou R$ 194,6 milhões em relação aos desembolsos realizados a 26 times com os acordos firmados para 2018.

Atual campeão brasileiro e da Libertadores, o Flamengo foi o time que mais recebeu recursos da Caixa em 2018. Foram R$ 31,8 milhões, divididos entre “bônus” e patrocínio. Na sequência aparecem Santos (R$ 17,8 milhões), Cruzeiro (R$ 16,8 milhões) e Atlético Mineiro (R$ 13,1 milhões).

Com contratos vigentes até fevereiro e maio de 2019, Botafogo e Sport foram os únicos clubes que estamparam o patrocínio da Caixa em suas camisas ao longo do ano passado. As informações foram obtidas pelo R7 com base na Lei de Acesso à Informação.

Para Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, a retirada dos patrocínios foi facilitada pela ausência de um relatório para comprovar a quantidade de contas e negócios gerados para torcedores de cada um dos clubes apoiados pelo banco.

“Quanto mais forem comprovados, o retorno de visibilidade e negócios serão sempre muito úteis. A opinião pública vê a Caixa como uma marca já conhecida e que não precisa de exposição. Se fosse assim, a Coca-Cola não investiria mais em publicidade, mas cairia no ostracismo”, analisa Marinho.

Dede que ingressou no universo do futebol, em 2012, a Caixa desembolsou R$ 726,9 milhões a 35 equipes nacionais. Do montante, 90% (R$ 660 milhões) foram referentes a patrocínio e demais 10% (66,3 milhões) pagos em forma de “bônus”.

Contratos olímpicos

Apesar da interrupção dos patrocínios com o futebol, a Caixa manteve os patrocínios aos esportes olímpicos com repasses ao CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) e às confederações de atletismo, ginástica e basquete.

De acordo com Marinho, a manutenção dos recursos para as delegações mostra “um nível de maturidade financeira” do banco estatal. “Essas outras modalidades sofrem com a visibilidade, sem a força midiática que tem o futebol. O ideal seria que a iniciativa privada incentivasse todos esses esportes”, comenta o professor de marketing esportivo.

Os vínculos com as confederações persistem até este ano em que serão realizados os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos na cidade de Tóquio, no Japão.

Procurada pelo R7 para comentar a estratégia de marketing que motivou o encerramento de vínculo com os clubes de futebol, a Caixa optou por não conceder entrevista para tratar sobre o tema.

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