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ATLETA OLÍMPICO

Entrevista com o maratonista e atleta olímpico Paulo Paula

Nós batemos um papo com o maratonista Paulo Paula, que nos contou sobre suas expectativas e frustrações com o esporte e como vem se preparando para as Olimpíadas de Tóquio em 2020.

BetAway Insider

13/08/2019 14h02 - Atualizado em 13/08/2019 14h02

Paulo está inscrito no Bolsa Atleta e enquadrado na Categoria Olímpica
DivulgaçãoPaulo está inscrito no Bolsa Atleta e enquadrado na Categoria Olímpica

Paulo Paula tem duas Olimpíadas no currículo. Oitavo colocado nos Jogos de Londres (2012) e 15º no Rio de Janeiro (2016). Atualmente, não mede esforços para garantir vaga nas Olimpíadas de Tóquio, no próximo ano. Mas o treinamento é bem longe do seu país natal.

Desde 2011, o maratonista de 39 anos passa mais tempo em Portugal do que no Brasil. Mais precisamente em Moita, munícipio do distrito de Setúbal, separado de Lisboa pelo Rio Tejo. Lá, já é figura conhecida: corre quase todos os dias em uma pista púbica, na beira do rio. Enquanto dá seus largos passos, cumprimenta e é cumprimentado por quase todo mundo que passa por ele. A paisagem é bonita. A pista, alterna trechos de asfalto e de terra. Em Portugal, Paulo se encontrou: “Aqui, ganho ajuda de custo do meu clube, o Run Tejo. Eles me dão as viagens, alimentação, massagista, nutricionista, exames médicos. Enfim, tudo o que eu não tenho no meu país”.

Paulo está inscrito no Bolsa Atleta. Enquadrado na Categoria Olímpica, tem direito ao maior benefício oferecido pelo Governo Federal. Mas, segundo ele, não recebe nada há 1 ano e meio: não vê a cor do dinheiro desde o início de 2018: “Como posso fazer minha preparação assim? E isso quem está falando é um atleta que já disputou dois Jogos Olímpicos”.

Treinando sozinho, sem nenhum técnico ou nem mesmo algum tipo de acompanhamento da Confederação Brasileira de Atletismo, Paulo comemora o índice conquistado para o Mundial do Catar, que será realizado em outubro. O objetivo agora é chegar entre os 10 primeiros, garantindo um lugar nas Olimpíadas de Tóquio: “Eu só fico de fora dos Jogos se me acontecer uma lesão”.

Para disputar o Mundial, Paulo Paula abriu mão do Campeonato Pan-americano do Peru, em julho: “Para ser grande, preciso disputar com os grandes. Os Estados Unidos não mandam a equipe A para o Pan. Lógico que para a Confederação Brasileira de Atletismo, seria melhor uma medalha Pan-americana. Mas como eles não me dão condições para viver de atletismo no Brasil, eu tenho de pensar em mim”.

Paulo Paula ama correr. Tira o seu sustento do atletismo, mas treina e disputa as provas com prazer, alegria. Não é um simples trabalho. A única tristeza é ter de fazer isso longe do país em que nasceu e que representa mundo afora: “Hoje, eu corro por mim mesmo. Lógico que vou correr com a camisa do Brasil, mas se eu não tenho nenhuma ajuda do meu país, por que vou me sacrificar por ele?”

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