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HISTÓRICO

Após 14 anos, CSA x Goiás marca a primeira partida em que uma mulher apitará na Série A

Assessoria CBF

23/05/2019 14h02

Edina Alves durante atividade de campo da CBF
Kin Saito/CBFEdina Alves durante atividade de campo da CBF

Edina Alves será a árbitra da partida entre CSA e Goiás, pela Série A do Brasileirão. A escalação da árbitra paranaense representa um momento histórico para o futebol brasileiro. Após quase 14 anos, uma mulher voltará a apitar um jogo de futebol da Série A do Brasileirão.

A última partida da Série A arbitrada por uma mulher foi em 2005, no duelo entre Fortaleza e Paysandu, pelo segundo turno. A responsável pelo jogo foi Silvia Regina, que acompanhará de perto o confronto deste domingo. A ex-árbitra será a supervisora do VAR (árbitro de vídeo) no Rei Pelé, em Maceió.

A escalação de Edina foi apontada por Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, como um marco para a arbitragem brasileira. Mas, além disso, como um momento merecido pela árbitra paranaense.

– Eu só consigo ver meus árbitros como pessoas iguais. Acho que ela serve como exemplo não só para mulheres, mas para todos. A Edina era bandeira, abriu mão do escudo da FIFA, de árbitra internacional, porque tinha o sonho de ser árbitra central. Então, ela voltou às categorias de base, começou a apitar na base, largando o escudo internacional de auxiliar. Ela já conseguiu alcançar o quadro internacional como árbitra central e, hoje, está chegando na Série A. Para mim, ela é um exemplo para todo mundo – destacou.

Ao lado de Edina, estará a assistente Neuza Back, que irá com ela na Copa do Mundo da França 2019. Tatiane Camargo, a auxiliar que completa o trio do Mundial Feminino, está se recuperando de uma lesão e não foi escalada. Mas o outro assistente da partida também tem pedigree de Mundial: Emerson Augusto de Carvalho, que foi auxiliar durante a Copa da Rússia, em 2018.

Para Gaciba, esta escalação às vésperas da Copa do Mundo tem tudo para dar ainda mais força para a equipe brasileira durante o torneio.

– O time brasileiro que vai para o Mundial chega como um dos mais fortes do mundo. E eu tenho certeza que essa escala na Série A vai dar muito mais força mental para elas para chegarem ao Mundial e fazer um excelente trabalho – concluiu.

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