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PERDA NO CINEMA

Morre o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão, aos 83 anos

Com agências

19/02/2020 18h06

Zé do Caixão, figura do cinema brasileiro
DivulgaçãoZé do Caixão, figura do cinema brasileiro

O cineasta José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão, morreu nesta quarta-feira (19), vítima de uma broncopneumonia, em São Paulo. Ele estava com 83 anos de idade. 

José Mojica Marins dedicou sua vida ao gênero do terror, tanto como diretor quanto como intérprete do personagem Zé do Caixão. A primeira aparição foi em 1964, com o filme ‘À Meia Noite Levarei a Sua Alma’.

O trabalho do diretor é consagrado entre os fãs brasileiros de terror. Tanto que ele ficou conhecido como o “pai do terror”. E também como o pai do “terrir” – o terror escrachado que faz rir – no cinema brasileiro.

Mas, além disso, ele é considerado um dos mentores do movimento marginal no Brasil dos anos 60 e 70, com filmes como ‘Encarnação do Demônio’, ‘Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver’ e ‘O Estranho Mundo de Zé do Caixão’.

Apesar da fama, ele nunca ganhou muito dinheiro com o terror. Virou figura folclórica. Apresentou o Cine Trash na TV Bandeirantes e comandou ‘O Estranho Mundo de Zé do Caixão’ no Canal Brasil.

Muitos estudiosos avaliam que José Mojica Marins não foi apenas um nome visceral do cinema brasileiro mais popular. Por seus métodos de produção e pelas ligações na Boca do Lixo, ele também teria sido decisivo para a eclosão do cinema marginal.

Nos últimos cinco anos, o cineasta estava recluso. Ele deixa mulher e uma filha.

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