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CONVERSA COM BIAL

Alagoano Djavan revisita o passado e fala sobre auge na década de 80

Redação com GShow

13/04/2019 08h08

Djavan revisitou momentos marcantes de seus 43 anos de carreira
Foto: DivulgaçãoDjavan revisitou momentos marcantes de seus 43 anos de carreira

O palco do Conversa com Bial foi tomado na noite desta sexta-feira, 12, pela boa música de Djavan. Com 70 anos de idade e mais de 40 de carreira, o músico alagoano foi das raízes ao trabalho atual no bate-papo com Pedro Bial. O cantor retornou aos anos 70 para falar do primeiro álbum, “A Voz e o Violão” (1975), e como as canções causaram surpresa nos ouvintes.

Segundo Djavan, o Dr. Ismar Gatto, um conhecido de Maceió, foi responsável pelo seu conhecimento abrangente na música. Os dois se conheceram quando ele tinha 13 anos.

Cores, cheiros... tudo pode ser influência na hora de compor. Djavan contou que une conhecimento teórico e “ouvido” para criar harmonias.

“A letra é a última coisa. Eu já fiz de tudo que é jeito, fiz letra e música junto, fiz letra para depois musicar, essa maneira é a mais rara, e depois passei a fazer a música e depois a letra para eu ter duas viagens distintas, me divertir duas vezes, e ter o domínio total de cada uma delas.”

Em Maceió, Djavan começou a carreira musical com a banda LSD, que chegou a ter problemas com a polícia por causa do nome, mas o músico garantiu que nunca se envolveu com substâncias ilícitas

No final dos anos 70, Djavan chegou ao Rio de Janeiro, com 23 anos, e contou com uma grande ajuda para conseguir se firmar na cidade: João Araújo, pai de Cazuza.

O trabalho como crooner foi levado à ficção e Djavan fez uma participação na novela Corrida ao Ouro, ao lado de Sandra Brea, cantando a música “Maracatu Atômico”.

A indústria fonográfica chegou ao auge na década de 1980 e Djavan foi campeão de discos na época. Pedro Bial questionou se a excelência musical do momento permanece ou foi extinta, como muito insinuam, mas o cantor foi contrário à ideia.

O novo trabalho de Djavan, “Vesúvio”, foi lançado em 2018. Na capa do álbum, o cantor aparece pintado em uma analogia a um vulcão.

“O trabalho que a gente faz tem a ver com o momento que a gente está vivendo. Esse é um disco que tem canções políticas, que falam de problemas sociais, de relacionamentos, de amor, e tudo. É impossível você viver em um país dinâmico como o Brasil e não se envolver com essas questões todas.”

Brasil e as redes sociais

Para Djavan, o Brasil está passando por grandes transformações e não acredita que o país está perdendo nuances e delicadeza.

“Eu acho que as instituições políticas e jurídicas estão sabendo que estamos vivendo em um novo país, que as pessoas vão às ruas mesmo, cobrar, as pessoas querem uma vida digna, o Brasil tem uma potencialidade enorme, por que não funciona como deveria? As pessoas estão cobrando isso.”

A agitação nas redes sociais entre grupos divergentes que lutam por um país melhor foi vista com bons olhos pelo artista.

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