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ELEIÇÃO SUMPLEMENTAR

Promotora diz que confusão em Campo Grande foi criada para causar 'desconfiança sobre voto eletrônico'

Redação com assessoria

14/09/2021 13h01 - Atualizado em 14/09/2021 13h01

Urna eletrônica
Agência BrasilUrna eletrônica

O Ministério Público Eleitoral veio a público nesta terça-feira, 14, para manifestar total apoio à atuação do promotor Eleitoral Lucas Mascarenhas na condução e fiscalização da eleição suplementar ocorrida no último domingo, 12, no município de Campo Grande (AL), bem como no sistema eletrônico de votação utilizado.

Após eleições suplementares no município de Campo Grande (AL), no último domingo, 12, correligionários de um dos candidatos a prefeito divulgaram antecipada e equivocadamente resultado das eleições. A divulgação sem confirmação oficial pelos tribunais eleitorais (TSE e TRE/AL) desencadeou uma série de notícias não checadas fazendo a sociedade alagoana acreditar num falso resultado.

O Ministério Público Eleitoral em Alagoas, assim como o Tribunal Regional Eleitoral, declara que não houve irregularidades no sistema eleitoral de votação e apuração durante o processo de eleição suplementar. A atuação do promotor e do juiz Eleitoral, assim como das forças policiais, garantiu que tudo ocorresse dentro da normalidade esperada para o pleito.

A divulgação antecipada e equivocada revelou erro no somatório dos votos registrados nos boletins de urna ou deliberada má-fé, a fim de provocar na população dúvidas infundadas sobre a segurança e confiabilidade do sistema eletrônico de votação, o que merece ser apurado.

Conforme já esclarecido pelo TRE/AL em nota oficial, “o resultado oficial da totalização dos votos foi divulgado, apenas, por volta das 19h30 do último domingo, momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou as informações para o cartório da 20ª Zona Eleitoral”.

“Também ao contrário do que está sendo erroneamente disseminado no município e nas redes sociais, o caminhão que transportou as urnas eletrônicas até o município de Traipu, sede da 20ª Zona, só deixou a cidade de Campo Grande quando o resultado da votação foi oficializado, devidamente escoltado por viaturas da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL)”, completou a nota.

Para a procuradora regional Eleitoral Raquel Teixeira, “toda confusão envolvendo o resultado das eleições pode refletir apenas o afã de correligionários que não tiveram atenção aos números registrados nos boletins de urna, mas também pode ser resultado de uma atuação orquestrada a fim de provocar na população, propositalmente, o sentimento de desconfiança sobre o voto eletrônico. Seja como for, vamos apurar”.

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