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Cerca de 11% dos evangélicos receberam orientação de voto em cultos

Com Estadão Conteúdo

19/11/2020 16h04

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A pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, divulgada nessa quarta-feira, 18, perguntou aos eleitores da capital paulista se eles recebem orientação de voto em cerimônias religiosas. O resultado indica que a influência de pastores ou padres não é relevante na eleição paulistana: apenas 1% dos entrevistados disse ter visto ou ficado sabendo de uma indicação de voto por um desses representantes da fé e mudado de voto a partir disso. Outros 8% afirmam ter visto a recomendação de voto, mas ressalvam que ela não influenciou sua decisão.

Chama atenção, contudo, a diferença entre os resultados da pergunta entre evangélicos e católicos. O porcentual de evangélicos que dizem ter ficado sabendo do apoio de um pastor a determinado candidato (11%) é mais que o dobro dos 5% registrados pelos católicos.

São Paulo nunca teve, seja na capital ou no governo do Estado, um chefe de Executivo ligado a igrejas evangélicas. Ao contrário, por exemplo, do Rio de Janeiro, que tem hoje o bispo licenciado da Igreja Universal Marcelo Crivella (Republicanos) como prefeito e já teve, no governo estadual, os também evangélicos Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Benedita da Silva. Além deles, o governador afastado Wilson Witzel é do PSC, partido ligado à Assembleia de Deus.

Na pesquisa, o Ibope também perguntou aos entrevistados em quem eles votaram no primeiro turno, de modo a tentar entender quais segmentos deram mais votos a cada candidato. Entre os evangélicos, Guilherme Boulos (PSOL) teve 14%, quase empatado com os 15% de Celso Russomanno (Republicanos), o candidato mais ligado à religião. Bruno Covas (PSDB) teve 25% e foi o destaque absoluto nessa parcela dos paulistanos.

A maior diferença do tucano para os outros candidatos, no entanto, se deu entre os católicos, entre os quais teve 35% da preferência. Boulos ficou em segundo, com 16%, bem acima dos demais concorrentes.

Os evangélicos são, dentro dos recortes por religião, os que têm a escolha de voto mais volátil para o segundo turno entre o atual prefeito e o candidato do PSOL. Mais de um a cada quatro (27%) afirmam que ainda podem mudar de ideia até o dia da votação. No meio católico, o porcentual é de 20%. No total, 21% dos paulistanos reconhecem que a opinião pode mudar até o dia do pleito.

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