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OBSERVATÓRIO COVID-19

Fiocruz considera preocupante ocupação de leitos de UTI em Alagoas

Tamara Albuquerque com assessoria

13/01/2022 15h03 - Atualizado em 13/01/2022 15h03

Maceió tem registrado crescimento na taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19
Agência Brasil/ArquivoMaceió tem registrado crescimento na taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19

O Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgado na quarta-feira, 12, traz um alerta sobre a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). Maceió aparece no levantamento entre as capitais na zona de alerta intermediário, critério que avalia o quadro como preocupante. o EXTRA tem publicado matérias mostrando o crescimento das taxas de ocupação nas UTIs Covid no Estado, que passou de 62 leitos para 119 nesta quarta-feira, 12, e registrava ocupação de 75%

O Observatório apresenta ainda um histórico desde que passou a utilizar esse indicador para monitorar a pandemia no país. Pelas taxas observadas no dia 10 de janeiro e em comparação com a série histórica, o documento mostra que um terço das Unidades Federativas e dez capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico.

Segundo a análise, o estado de Pernambuco (82% de ocupação) está na zona de alerta crítico; e Pará (71%), Tocantins (61%), Piauí (66%), Ceará (68%), Bahia (63%), Espírito Santo (71%), Goiás (67%) e o Distrito Federal (74%) na zona de alerta intermediário. 

Entre as capitais, Fortaleza (88% de ocupação), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) figuram na zona de alerta crítico; e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona e alerta intermediário.

A análise também indica que, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021. A nota alerta para o novo crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Ao mesmo tempo, destaca que "menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021".

Segundo os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo Boletim, o número de internações em UTI hoje ainda é "predominantemente muito menor" do que aquele observado em 2 de agosto, por exemplo, quando já no quadro de arrefecimento da pandemia leitos começavam a ser retirados. O documento ressalta ainda que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

"Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela Ômicron. Por outro lado, não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza", ressaltam os pesquisadores.

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