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ALAGOAS

Ministério proíbe antecipação da 2ª dose das vacinas contra o coronavírus

Tamara Albuquerque

28/07/2021 06h06 - Atualizado em 28/07/2021 07h07

Vacinação terá de obedecer prazo previsto para 2ª dose
Cortesia ao ExtraVacinação terá de obedecer prazo previsto para 2ª dose

O governador Renan Filho anunciou ontem à noite (27), em suas redes sociais, que a chegada de 186.580 doses de vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer permitirá antecipar a 2ª dose para professores e profissionais da educação no estado, garantindo mais segurança ao retorno das aulas presenciais, que será em agosto. Entretanto, os gestores do Sistema Único de Saúde divulgaram um comunicado que vai frustrar os planos do governo e da sociedade.

De acordo com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), somente após a imunização total da população adulta (18 anos ou mais) com pelo menos uma dose da vacina contra a covid será reduzido o intervalo entre as doses. Até que isso ocorra, o calendário de intervalo da vacinação não pode ser antecipado.

A prática de antecipação da segunda dose já foi adotada em Alagoas. Na semana passada, por exemplo, a Prefeitura de Maceió antecipou para o sábado (24) a aplicação da 2ª dose da AstraZeneca nas pessoas que estavam com data marcada até 31 de julho. Na segunda-feira (26), o ministério havia anunciado que o intervalo da vacina Pfizer seria reduzido dos atuais três meses para 21 dias. A medida é uma tentativa de conter o avanço da variante Delta do coronavírus.

Determinação

No comunicado, os órgãos de saúde informam que estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, "sob pena de responsabilidade futura". "O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação", diz o texto. 

Segundo o comunicado, uma vez cumprida a distribuição de ao menos uma dose para os grupos prioritários, a vacinação vai obedecer a ordem por faixa etária decrescente. "Após a conclusão do envio de doses para a população adulta, serão incluídos os adolescentes de 12 a 17 anos, com prioridade para aqueles com comorbidades", esclarece.

Os órgãos de saúde informam, ainda, que haverá uma compensação gradual dos quantitativos de vacinas enviados de modo complementar (como estados que receberam doses do fundo estratégico, estados com vacinação em municípios de fronteiras, atendimento a ações judiciais etc.) e estados com maior contingente populacional de grupos prioritários já vacinados. O objetivo é que todos os estados finalizem o processo de imunização "sem que haja benefícios ou prejuízos a suas respectivas populações".

O documento é assinado por Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, Carlos Eduardo de Oliveira Lula, presidente do Conass, e Wilames Freire Bezerra, presidente do Conasems.

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