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CRONOGRAMA ANUNCIADO

Governo fala em vacina para 100%, mas só tem garantidas 2/3 das doses

Redação com Poder360

05/03/2021 21h09

Governo espera 593 mi de doses até dezembro deste ano
ReutersGoverno espera 593 mi de doses até dezembro deste ano

O novo cronograma do governo federal com detalhamento de prazos para o recebimento de vacinas contra a covid-19 mostra, pela primeira vez, doses suficientes para imunizar toda a população ainda neste ano. O governo espera ter 593 milhões de doses até o fim de 2021, mas 198 milhões são de imunizantes ainda não aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou ainda sem contrato fechado, o que corresponde a 1/3 do total. Isso significa que o governo deveria contar apenas com 2/3 dos imunizantes, se o planejamento se concretizar.

Segundo o cronograma adquirido pelo site Poder360, o governo espera que, a partir de maio de 2021, o Brasil tenha vacinas suficientes para imunizar todos os grupos prioritários. O que não significa que seriam vacinados ainda em maio, pois o processo todo demora mais tempo por causa da distribuição, dos cronogramas para aplicação e também do intervalo necessário para se administrar a 2ª dose.

O quadro do governo fala em 23,3 milhões de doses da CoronaVac em março, mas a reportagem do Poder360 apurou, entretanto, que serão no máximo 16 milhões de doses neste mês. Tudo considerado, há mais desejo do que realidade confirmada nas contas preparadas pelo governo.

"O mais provável é que o cronograma federal exagere um pouco no otimismo. Em relação à versão anterior do plano, já são previstas 10 milhões de doses a menos para março", diz a matéria. O Instituto Butantan já frustrou planos do governo ao não entregar as doses de CoronaVac esperadas em fevereiro, em decorrência da falta de produtos que viriam da China.

Se todos os contratos forem assinados e as vacinas aprovadas, o governo terá 593 milhões de unidades até janeiro de 2022. Como a vacina da Jannsen precisa de apenas de uma dose, sobrariam 204 milhões caso toda a população (213 milhões) seja vacinada. O número excedente supera a margem de perda de imunizantes (por causa da quebra de frascos, do mau uso ou de armazenamento indevido), calculada pelo Ministério da Saúde, que é de 5%.

O Ministério da Saúde anunciou que pretende comprar todas as doses de vacinas contra covid-19 que a Pfizer e a Janssen estiverem dispostas a negociar com o Brasil. Bolsonaro disse que serão “alguns milhões”.



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