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COVID-19

Vacinas da Índia chegam amanhã, diz Ministério da Saúde

R7

21/01/2021 19h07

Vacinas produzidas no Instituto Serum são aguardadas pelo Brasil desde semana passada
ReutersVacinas produzidas no Instituto Serum são aguardadas pelo Brasil desde semana passada

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (21) que os 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca enviadas da Índia para o Brasil chegam em São Paulo no fim da tarde de amanhã.

O comunicado da pasta ocorre horas após o secretário de Relações Exteriores indiano informar que o carregamento — aguardado pelo governo brasileiro desde semana passada — estava liberado.

As vacinas são produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia. A Fiocruz pagou R$ 54,9 milhões pelas doses.

De acordo com o ministério, as vacinas chegarão ao aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, em um voo da companhia aérea Emirates.

Em seguida, a carga será transferida para um voo da Azul e irá para o Rio de Janeiro, onde fica Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz que fará a rotulagem das ampolas.

A Fiocruz já havia dito que esse processo levará em torno de 24 horas. Posteriormente, as vacinas serão entregues ao Ministério da Saúde, que, por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), irá distribui-las de acordo com a proporção populacional de cada estado.

A liberação das doses na Índia se tornou uma dor de cabeça para o governo brasileiro desde a semana passada.

Um avião da Azul chegou a ser adesivado e estava pronto para decolar ao país asiático na quinta-feira (14), quando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de lá sinalizou que o Brasil havia se precipitado. O voo chegou a ser remarcado para sexta-feira, mas acabou cancelado diante da dificuldade em obter uma data certa para o envio da carga.

No domingo (17), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu autorização de uso emergencial para o lote de 2 milhões de doses e também para a CoronaVac, do Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.

Sem a vacina de Oxford em território brasileiro, o ministério iniciou a campanha de vacinação apenas com os 6 milhões de doses liberados da CoronaVac. 

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