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PANDEMIA

Instituto dos EUA projeta morte de 1.788 alagoanos até agosto

Alagoas ocupa a sétima posição em taxa de letalidade no país

Vera Alves

29/05/2020 07h07 - Atualizado em 29/05/2020 08h08

Coronavírus tem causado medo em todo planeta
DivulgaçãoCoronavírus tem causado medo em todo planeta

Enquanto Estado e municípios cogitam em abrandar as regras de isolamento social nos próximos dias, estudos com base em métricas apontam um cenário desolador para Alagoas no que se refere à pandemia do novo Coronavírus. O mais contundente deles foi elaborado por um instituto ligado à Universidade de Washington (EUA) e revela que ao menos 1.788 alagoanos terão perdido a vida pela Covid-19 até agosto próximo. No País, a estimativa é de que nos próximos 60 dias se chegue a 125 mil óbitos.

As análises do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) / Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, localizado em Seattle, traçam o cenário provável de evolução da pandemia de Covid-19 em 19 das 27 unidades da federação. Ceará, Pernambuco, Pará e Rio de Janeiro, de acordo com o estudo, caminham no sentido de registrarem 120 mortes a cada 100 mil habitantes. 

As projeções do IHME têm como base os casos acumulados e os óbitos pelo novo Coronavírus registrados oficialmente até o dia 25 de maio, data de conclusão do estudo que foi liberado para divulgação um dia depois. Em um cenário ainda mais catastrófico do que a morte de 1.788 pessoas no estado, o estudo – acessível em considera a possibilidade de um número ainda maior de óbitos entre os alagoanos: 3.759. Da mesma forma admite um número menor, 938, o que significaria 570 novas mortes pelo novo Coronavírus tomando como base o registro de 368 óbitos até a quarta, 27.

Um segundo estudo de uma plataforma nacional – Geocovid – traça igualmente um cenário preocupante para o estado. Embora não traga estimativas sobre óbitos futuros, a plataforma, que tem à frente a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), aponta para ao menos 105.186 casos confirmados de Covid-19 em Alagoas nos próximos 30 dias se mantidas as regras de isolamento social. Sem elas, o número sobe para 263.918, dos quais 89.016 seriam ativos, ou seja, de pessoas ainda infectadas.

Maceió, que concentra a maioria dos casos no estado, deve registrar no final de junho de 30.548 a 85.728 casos acumulados de Covid-19, sendo que os casos ativos podem variar de 8.095 a 29.349. A oscilação depende de haver ou não supressão do fluxo de pessoas, ou seja, serem ou não mantidas as regras de isolamento social.

A plataforma, acessível no link https://portalcovid19.uefs.br/, também traz projeções quanto à ocupação de leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em todos os cenários, evidencia que os 980 leitos hoje disponíveis em Alagoas não serão capazes de atender à demanda.

No cenário mais favorável, ao menos 3.105 alagoanos vão estar necessitando de internação em UTI nos próximos 30 dias, ou 8.901 se as regras de isolamento social forem afrouxadas. Já nos leitos clínicos, de enfermaria, a demanda projetada oscila de 4.625 a 13.106. Só em Maceió, serão de 841 a 2.895 pessoas necessitando de respiradores enquanto de 1.264 a 4.246 vão precisar estar internadas em leitos clínicos.

Até a quinta, 28, o número de leitos disponíveis em Alagoas para pacientes de Covid-19 na rede pública e particular era de 995, sendo 206 de UTI, 758 clínicos e 31 de unidades intermediárias, conforme balanço diariamente atualizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e disponível no endereço eletrônico http://www.saude.al.gov.br/lei... estudos do IHME (www.healthdata.org/covid/updates) e do Geocovid se tornam ainda mais preocupantes levando-se em conta o fato de que Alagoas, hoje, é a sétima unidade da federação em letalidade pelo novo Coronavírus, com uma taxa de 4,86%.

A taxa é calculada pelo número de mortes em relação ao número de infectados. O Rio de Janeiro registra a maior letalidade no País: 10,86%. A menor é a do Mato Grosso do Sul, de 1,57%.

LEITOS


Até a quarta, 27, Alagoas dispunha de 980 leitos para o tratamento da Covid-19, sendo 206 de UTI dos quais 151 em Maceió; 31 de UTI intermediária (17 em Maceió) e 743 de enfermaria, sendo 518 na capital. No caso das UTIs, o índice de ocupação era de 74%, mas no interior este percentual já era de 82%.

LOCKDOWN


Colocado em prática já em algumas cidades brasileiras, o lockdown, fechamento de toda atividade à exceção dos serviços essenciais, já foi recomendado para ao menos dois municípios alagoanos, Arapiraca e São Miguel dos Campos. A recomendação partiu do Comitê Científico do Nordeste no boletim divulgado no dia 21 deste mês e motivada pelo fato de estarem com taxas de ocupação dos leitos de enfermaria em 85% e 91%, respectivamente.
O comitê, vinculado ao Consórcio Nordeste, deve divulgar um novo boletim nesta sexta-feira, 29.

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