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PANDEMIA

Renan Filho acena com prorrogação de decreto que restringiu funcionamento do comércio

Tâmara Albuquerque

28/03/2020 14h02 - Atualizado em 28/03/2020 14h02

Renan Filho durante transmissão ao vivo
ReproduçãoRenan Filho durante transmissão ao vivo

O decreto do governador Renan Calheiros (nº 69.541), que intensificou medidas para restringir a aglomeração de pessoas no estado e provocou o fechamento do comércio considerado não essencial, deve ser prorrogado. É o que indicam as mensagens do governador nas redes sociais, notadamente no Instagram, onde ele postou, hoje, imagens da orla de Maceió esvaziada, parabenizou os habitantes e recomendou que os alagoanos mantenham a quarentena. “Continuem em casa para que logo, logo, possamos nos ver por aí e curtir o final de semana de sol”.

O governador disse na postagem que ver a orla de Maceió, uma das mais bonitas do país, vazia, “dá um alívio e a certeza que o alagoano está fazendo sua parte”. O prazo de validade do decreto termina na próxima segunda-feira, dia 30, o que tem deixado a população alagoana apreensiva sobre mudanças nas regras do isolamento que poderiam expor pessoas ao novo Coronavírus. Alagoas registra 12 casos positivos da Covid-19, a síndrome respiratória aguda grave provocada pelo vírus.

Em outra postagem, Renan Filho enfatizou a importância de observar os exemplos [dos países afetados] de “maneira humilde e atenta para encontrar um bom caminho”. A mensagem legenda a imagem do prefeito de Milão, Giuseppe Sala, após ter reconhecido que errou ao apoiar a campanha "Milão não para", que estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. No início da divulgação da hashtag na internet, em 26 de fevereiro, a Lombardia tinha 258 pessoas infectadas pelo vírus e 12 mortes. Hoje, Milão é a província da Itália mais atingida pelo Covid-19 e lamenta quase 5 mil mortos.

A pressão da área econômica para a reabertura gradual das empresas (o isolamento vertical) é intensa no Brasil. Os empresários acham possível o retorno das atividades de modo seguro, com a adoção de medidas de proteção contra o vírus para o trabalhador. Eles apontam o uso de EPIs, álcool gel, o distanciamento entre pessoas etc, mas não tratam de um ponto crucial: as condições insalubres que vão afetar o trabalhador no deslocamento de suas casas à empresa.

Os argumentos dos empresários engrossam a fala do presidente Jair Bolsonaro, que lançou na última quinta-feira a campanha “o Brasil não pode parar”, também pelas redes sociais. A campanha, segundo parlamentares, custou aos cofres públicos R$4,8 milhões.

A peça publicitária cita cerca de 40 milhões de trabalhadores autônomos, feirantes, professores, entre outras profissões afetadas pela quarentena e por outras medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos. Em entrevista ao sair do Planalto, Bolsonaro disse esta semana que era preciso “botar povo para trabalhar e preservar idosos”, pois, caso contrário, poderia haver “caos” e risco do Brasil sair “da normalidade democrática”.

O governador Renan Filho ainda não fez nenhum pronunciamento sobre a prorrogação do decreto ou em quais condições, o que deve acontecer no início da próxima semana.

Nota

A Secretaria de Estado da Comunicação de Alagoas informa que todas as medidas previstas no decreto emergencial continuam em vigor até o dia 30 de março. As precauções com base no isolamento social para evitar aglomerações e reduzir a circulação de pessoas seguem a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades médicas. A definição de novas medidas será alinhada com o Consórcio Nordeste, que defende a ciência como norteadora de ações preventivas e protetivas.

Sobre a evolução dessas medidas, os governadores nordestinos vão solicitar pronunciamento oficial do Conselho Federal de Medicina, Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde e Sociedade Brasileira de Infectologia, além do acompanhamento e orientação do Ministério Público Federal e do Ministério Público dos Estados.

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