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Rio Largo

Relatório atribuído à PF denuncia envolvimento de prefeito em crime de propina

Redação

27/07/2022 14h02 - Atualizado em 27/07/2022 20h08

Gilberto Gonçalves
AMAGilberto Gonçalves

Um relatório atribuído à Polícia Federal de Alagoas e que circula na mídia local nesta quarta-feira, 27, denuncia o envolvimento em crime de propina o prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (PP), três homens que fazem a segurança pessoal dele e de dois funcionários de uma empresa que em 2019 foi considerada “laranja” ou “fictícia”.

O relatório investigativo, detalhado com fotos, horários, vídeos e informações pessoais de todos os envolvidos no caso, revela que por duas vezes este ano, nos dias 30 de maio e 2 de junho, os seguranças do prefeito Waldo José Reis da Silva e Walter Souza de Araújo, que são policiais civis, e o motorista pessoal Luiz Alfredo Gomes de Oliveira, receberam recursos sacados numa conta da Caixa Econômica de Rio Largo pertencente à empresa Litoral Construções e Serviços Ltda no valor de R$ 49 mil, repassados ao prefeito numa operação suspeita (veja o momento do repasse do pacote no vídeo abaixo).

A empresa em questão já teve o nome de GV Bezerra Serviços e Comércio Eirelli e foi denunciada pelo Ministério Público Federal em Alagoas por contratos pagos de forma ilegal pela Prefeitura de Rio Largo com recursos federais do Fundeb (Fundo da Educação) em 2019 e 2020.

A contratação da empresa acarretou o pagamento de R$ 957.200,00 no ano de 2019 e o empenho de R$ 918.275,00 no ano de 2020, até o momento da apresentação da notícia-crime no MPF, sendo que tal empresa não existia de fato, segundo o inquérito policial presidido pelo delegado federal Luciano Midley Patury da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da PF.

Na época desses fatos, Gilberto Gonçalves estava no exercício do mandato de prefeito e chegou a ser apontado como um dos “possíveis autores dos ilícitos” que seriam apurados. Porém, apesar da narrativa e apresentação de cópias de documentos, até abril do ano passado, quando foi instaurado o inquérito investigativo, não foi possível apontar a direta e efetiva participação do prefeito no crime.

O suposto relatório pode servir de provas contra o prefeito Gilberto Gonçalves, se, de fato, for autêntico. Até o fechamento desta matéria, a assessoria da PF não havia respondido ao EXTRA sobre a veracidade ou não do documento.

Fiat Toro de cor branca e placa QYZ2H37

No documento, aparece registros do Fiat Toro de cor branca e placa QYZ2H37, locado pela Prefeitura de Rio Largo a uma empresa do ramo, deixando o estacionamento na rua de acesso ao Condomínio Napoli, em frente ao prédio da Prefeitura, em direção à Rua da TV Bandeirante III. Num trecho dessa rua, o Fiat Toro foi abordado pelo veículo Chevrolet Agile LTZ de placa NQD3E32, onde estariam os funcionários da empresa Litoral Construções e Serviços Ltda. Paulo Jorge e Eduardo dos Santos.

As fotos e vídeos do relatório mostram que nessa hora os dois funcionários repassaram um pacote aos ocupantes do Fiat Toro e que, em seguida, o carro à serviço do município se dirigiu para a Prefeitura. As imagens apresentadas no dossiê foram colhidas por câmeras internas de estabelecimentos comerciais e residências, além de pontos de acesso da PF, que ajudaram a descrever os locais por onde os veículos passaram após a realização dos saques bancários.

Num desses encontros, o veículo Fiat Toro chegou mais cedo ao local e aguardou, estacionado, à espera do recebimento do pacote. A Polícia Federal também realizou diligências no período entre 6 e 10 de junho para identificar as pessoas que utilizavam o Fiat Toro da Prefeitura.

O relatório também cita o nome do prefeito envolvido em outros processos e lembra que “em fontes abertas na rede mundial de computadores, foi possível apurar que em 2019 Gilberto Gonçalves da Silva teve seu mandato cassado pela Câmera de Vereadores de Rio Largo por denúncia de nomear a filha menor de 21 anos, contrariando a lei orgânica, pela nomeação dos filhos como sócios administrativos, o que contraria a lei de regime jurídico do servidor e pelo uso da máquina pública para fins particulares”.

O prefeito Gilberto Gonçalves foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado para falar sobre o assunto. O EXTRA mantém o espaço aberto ao prefeito de Rio Largo para ouvir seus argumentos sobre o caso.

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