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PRIMEIRO SEMESTRE

Número de dependentes químicos em busca de tratamento cresce 10,5% em Alagoas

Adja Alvorável / Estagiária sob supervisão

23/06/2022 19h07

Até junho, o programa contabilizou 2.343 encaminhamentos para comunidades terapêuticas
Vitor LopesAté junho, o programa contabilizou 2.343 encaminhamentos para comunidades terapêuticas

A Rede Acolhe, programa para tratamento de dependentes químicos do Governo de Alagoas, registrou um aumento de 10,5% na procura por tratamento contra dependência química em 2022. De janeiro a junho deste ano, o programa contabilizou 2.343 encaminhamentos para comunidades terapêuticas, sendo 2.150 homens, 91 mulheres e 102 adolescentes de ambos os sexos. Os dados são da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev).

No mesmo período, de janeiro a junho de 2021, os encaminhamentos somaram 2.123, sendo 1.940 homens, 54 mulheres e 129 adolescentes de ambos os sexos. Nos dois anos, a maioria dos casos teve relação com o uso de crack, cocaína, maconha, tabaco e álcool, além de substâncias menos conhecidas, como os solventes. Ao todo, o ano de 2021 fechou com 4.505 encaminhamentos.

O dia 26 de junho foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. A Organização considera a dependência em drogas - lícitas e ilícitas - uma doença que merece tratamento. O uso indevido de substâncias como álcool, cigarro, maconha, cocaína e crack é considerado um problema de saúde pública de ordem internacional que tem preocupado nações ao redor do mundo por afetar severamente valores sociais, culturais, econômicos e políticos.

A coordenadora do Centro de Acolhimento de Maceió, Julyana Gomes, explica que a dependência em uma ou mais substâncias é uma questão multifatorial e costuma estar associada a uma somatória de fatores, como fatores biológicos, comportamentais e sociais. Ela explica que cada substância provoca impactos em diferentes graus e alerta para os diversos efeitos colaterais decorrentes da dependência e do consumo indevido de álcool e outras drogas.

“Há uma série de consequências na vida do dependente químico que podem afetar completamente a sua rotina: faltar o trabalho, perder o interesse em atividades que antes lhe davam prazer, isolamento social - começando com o afastamento de familiares e amigos, o endividamento decorrente da aquisição de entorpecentes, o que muitas vezes leva a pessoa a se desfazer de bens como casa e carro, além das consequências físicas como lesão no fígado, destruição de neurônios, desenvolvimento de doenças psiquiatrias, entre outros”, relata a coordenadora.

Para quem busca tratamento em uma das comunidades acolhedoras credenciadas ao Governo de Alagoas, o atendimento pode ser feito em um dos três Centros de Acolhimento, que ficam em Maceió, Arapiraca e Santana do Ipanema, ou agendando uma visita das equipes técnicas pelo número 0800.280.9390.

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