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PRECONCEITO

OAB recebe estudantes que relatam serem vítimas de racismo na Ufal

OAB

14/01/2022 09h09 - Atualizado em 14/01/2022 09h09

Estudantes se reuniram na OAB
AssessoriaEstudantes se reuniram na OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), através da Comissão de Igualdade Racial e da Comissão de Direitos Humanos, recebeu, na sede de Jacarecica, um grupo de estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que relatou ser vítima de racismo e agressões dentro da residência universitária. 

Dentre as vítimas, dois estudantes quilombolas disseram ter sido mantidos em cárcere privado por um aluno que já possui histórico de agressão e discriminação dentro da universidade. O suspeito também é apontado como fraudador das cotas raciais. 

As comissões, em trabalho conjunto, atuarão em defesa das vítimas por via administrativa, em diálogo direto com Universidade Federal de Alagoas, e em possíveis ações cíveis e criminais. Segundo um dos denunciantes, o estudante Cássio Noberto, os fatos tiveram início em maio de 2018 e nos meses seguintes a situação piorou bastante, com intimidações nos corredores da residência universitária e agressão física em janeiro de 2019. 

“Eu me sinto inseguro, com medo de que venha a acontecer alguma coisa mais grave comigo ou com outras pessoas aqui. Isso vem acontecendo desde 2018, quando sofri ameaças desse sujeito dentro do laboratório de informática, que tem câmera e registrou ele impedindo minha saída da sala na época”, contou.

De acordo com a presidente da Comissão de Igualdade Racial, Ana Clara, é inadmissível que condutas baseadas em agressões físicas, verbais e discriminatórias sejam perpetuadas, principalmente em um ambiente acadêmico. As declarações apontam que tais práticas do suposto autor são recorrentes.

“Encaminharemos um ofício para a Pró-Reitoria Estudantil da UFAL (PROEST) solicitando que as medidas cabíveis sejam tomadas com celeridade, visto a necessidade de resguardar a integridade física e psicológica das vítimas. No âmbito criminal, acompanharemos a investigação e daremos o suporte jurídico necessário”, esclareceu a presidente da comissão.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Roberto Moura, afirma que o caso apresentado pela comitiva de alunos da UFAL é estarrecedor, diante das inúmeras queixas apresentadas pelos residentes, desde meados de 2017 e 2018, sem que qualquer atitude enérgica fosse tomada pelo que foi apresentado.

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