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MACEIÓ

Abrigo cobra agilidade em liberação de verba para compra de ração

José Fernando Martins

28/12/2021 08h08 - Atualizado em 28/12/2021 08h08

Animais correm o risco de ficar sem alimento
DivulgaçãoAnimais correm o risco de ficar sem alimento

O Instituto Animal Esperança, localizado no bairro do Village Campestre, em Maceió, passa por dificuldades, correndo o risco de fechar as portas. A entidade, atualmente, é abrigo para mais de 400 animais carentes, que foram resgatados das ruas e em condições de maus tratos. Não é incomum a idealizadora do projeto Mary Vânia Nogueira Ferreira sempre estar fazendo campanhas para conseguir verbas suficientes para alimentar os pets, além de manter toda a estrutura do local.

E a luta de Mary Vânia não se resume a postagens em redes sociais. Engajada, foi atrás de ajuda e apoio na política alagoana, sempre pleiteando verbas para continuar com a entidade. Vale lembrar que o instituto está devidamente registrado junto aos órgãos competentes, buscando soluções para suportar as demandas causadas pelo abandono de animais de rua.

Neste ano, entrou, de forma legal, com o pedido de verba pública, por meio de uma emenda parlamentar para insumos (compra de ração e medicamentos), pedido este, protocolado no gabinete da deputada federal Tereza Nelma (PSDB). Foi quando a entidade elaborou um projeto, em conformidade com as normas estabelecidas para este fim, que teve sua tramitação seguindo o fluxo de forma correta e transparente.

Ao EXTRA, Mary Vânia informou que por meio da Emenda Parlamentar N. 417740008 foi autorizado a liberação dos insumos no valor de R$ 200.000 que, ao ser liberado, em cinco parcelas de R$ 40.000,00, será destinado ao pagamento das rações em débito com a Nordescão. Em conformidade com o Processo n. 5700/93311, datado de 16/11/2021, através da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura, também foi protocolado a solicitação para pagamento, atendendo todas as etapas documentais exigidas.

No entanto, a Nordescão entregou os alimentos, mesmo a verba sem estar liberada. “Se tivesse sido liberada corretamente, nada disso estaria acontecendo e a distribuidora não teria suspendido o fornecimento das rações e dos medicamentos”, disse.

“Entramos com um processo junto à Prefeitura para a liberação da verba federal, mas esbarramos na burocracia. Durante um ano, a distribuidora forneceu a ração sem receber nada. Em virtude disso, não aceitou receber o pagamento parcelado em quatro vezes e o abrigo ficou desassistido pelo fornecimento das rações e medicamentos. Passei a tirar as despesas com alimentação dos animais do próprio bolso, já vendi tudo o que tinha. Tenho uma dívida de R$ 15.000 com outra distribuidora em meu nome, que terá que ser paga no dia 10/01/2022 e não tenho como pagar. Os animais vão morrer de fome, porque se não conseguir honrar com esse compromisso nada mais posso fazer".

A reportagem do EXTRA entrou em contato com a Prefeitura de Maceió para saber sobre a liberação da verba, no entanto, até o momento, não recebeu retorno. 

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