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SEM REPOSIÇÃO SALARIAL

Servidores do Judiciário param atividades nesta quarta-feira

Tamara Albuquerque com Serjal

24/11/2021 09h09

Projeto que repõe perdas salariais de servidores dorme na Assembleia Legislativa
Secom ALEProjeto que repõe perdas salariais de servidores dorme na Assembleia Legislativa

Os servidores do Poder Judiciário de Alagoas cruzam os braços, nesta quarta-feira (24), em protesto contra a morosidade na aprovação da data-base de 2020, que repõe a inflação acumulada em 2019, num índice de 4,31%.

O projeto, que já foi aprovado no Pleno do Tribunal de Justiça, foi encaminhado à Assembleia Legislativa em março do ano passado, mas dorme no gabinete do presidente Marcelo Victor, aguardando encaminhamento para votação em plenário.

Em maio, a Assembleia aprovou a reposição salarial de todos os servidores do Executivo, do Legislativo e do Tribunal de Contas do Estado. De acordo com o Serjal (sindicato da categoria do Judiciário alagoano) somente a reposição dos servidores do Judiciário não foi colocada em pauta, "embora o projeto já estivesse pronto para ser votado, com parecer favorável unânime em todas as comissões parlamentares".

Os servidores estão completando três anos de inflação acumulada - sem reposição - o que já soma um índice superior a 18% de perdas salariais, podendo chegar a 20% no final de dezembro, denuncia o sindicato. A reportagem do EXTRA aguarda reposta da Assembleia Legislativa sobre o assunto.

O projeto é referente apenas à inflação de 2019 (4,3%). A de 2020, num índice de 4,5%, que deveria ter sido implantada em janeiro deste ano, não entrou em pauta. "A reposição de 2021, ano que está findando, terá um índice superior a 10% de inflação".

“Ou seja, estamos fechando 2021 e ainda pelejando pela reposição da inflação de 2019”, destaca a diretoria do sindicato, explicando que já tentou de várias maneiras sensibilizar o Tribunal de Justiça e a Assembleia Legislativa para a situação, mas não há resposta ao pleito da categoria.

No último dia 12, os servidores realizaram paralisação de advertência. Por duas horas, suspenderam as atividades, deixaram suas salas e se reuniram na frente das unidades judiciárias, em manifestação de protesto. Na sexta-feira (19), em assembleia convocada pelo SERJAL, a categoria decidiu realizar paralisação gradativa, começando com 1 dia – nesta quarta-feira (24). 

Na próxima semana, se não houver avanço, serão dois dias - quarta e quinta-feira (01 e 02 de dezembro) - de braços cruzados e, de maneira gradativa, um dia a mais nas semanas seguintes, até chegar, se necessário, à greve geral. 

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