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ECONOMIA

Grupo Pão de Açúcar divulga mapa com fechamento das lojas Extra em Maceió

Tâmara Albuquerque com agências

15/10/2021 21h09 - Atualizado em 15/10/2021 22h10

Loja Extra em Maceió
GPA AssessoriaLoja Extra em Maceió

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) vai fechar suas duas lojas em funcionamento em Maceió: o Extra Farol e o Extra Mangabeiras. Nesta quinta-feira (14), foi anunciada a venda de 71 lojas do hipermercado Extra à rede de atacado Assaí. Segundo o comunicado, o valor da transação é estimado em R$ 5,2 bilhões, dos quais, R$ 4 bilhões serão pagos pelo comprador de forma parcelada, entre dezembro deste ano e janeiro de 2024, e o R$ 1,2 bilhão restante será pago ao Pão de Açúcar por um fundo imobiliário que tem garantia do Assaí. 

A empresa dona do Extra também informou que deixará o segmento de hipermercados no país. "A bandeira Extra Hiper será descontinuada, e as lojas não abarcadas pela transação serão convertidas em formatos com maior potencial de rentabilidade", informou. Não será o caso das lojas na capital alagoana, de acordo com as informações contidas na apresentação do GPA ao mercado financeiro.

No mapa da operação divulgado no mercado e que mostra como vai ficar a situação das lojas do segmento de hipermercados no país, Alagoas aparece com número zerado de unidades no pós-transação.

Os 71 pontos comerciais vendidos representam cerca de 70% das lojas do Extra Hiper no Brasil. Das outras 32 lojas que ficaram de fora da venda para o Assaí, 28 serão convertidas paras as bandeiras Pão de Açúcar e Mercado Extra, e 4 serão fechadas, sendo as duas de Alagoas e uma em Tocantins. A quarta loja não foi divulgada. Veja no mapa:

O Assaí, numa tacada só, consegue adicionar, 71 lojas à rede de atacarejo e assim ganha musculatura para competir com o Atacadão. O Carrefour, dono do Atacadão, já havia feito vários movimentos para expandir a operação de atacarejo – comprou o Makro e o Big.

Especialistas dizem que essa transação faz sentido tanto para o GPA quanto para o Assaí. Primeiro porque o GPA precisa se concentrar nas operações mais rentáveis. “O formato de hipermercado tem sido desafiado no mundo inteiro, não apenas no Brasil. O hiper foi um modelo que deu muito certo dos anos 80 até a virada dos anos 2000. Mas com o desenvolvimento de outros formatos de loja, o hiper ficou sem um papel claro na cabeça do consumidor”, afirma Eduardo Yamashita, COO da consultoria Gouvea Ecosystem.

Segundo ele, o formato de hipermercado deixou de fazer sentido com o avanço do atacarejo. “O atacarejo cresceu muito, com uma proposta muito clara de preço baixo e baixa conveniência. O supermercado e de conveniência se firmaram com a proposta de rapidez e serviço. E o hiper ficou no meio, não é tão conveniente quanto a loja de bairro nem tão barato quanto o atacarejo”, diz Yamashita. 

Arquivos
Mapa pós transação GPA.pdf


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