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NOTA DE REPÚDIO

Ufal classifica cortes de recursos para pesquisas como 'ilógicos e equivocados'

Ministério da Economia retirou R$ 600 milhões que já estavam garantidos ao Ministério da Ciência

Bruno Fernandes

14/10/2021 13h01

Reitoria da Ufal, em Maceió
Ascom Ufal/ArquivoReitoria da Ufal, em Maceió

A  Universidade Federal de Alagoas publicou nesta quinta-feira, 14, uma nota de repúdio após o Ministério da Economia retirar R$ 600 milhões que já estavam garantidos ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Na última semana, o Ministério da Ciência e Tecnologia teve 87% da sua verba cortada, pegando de surpresa os milhares de pesquisadores que contavam com os recursos para continuar estudos nas mais diversas áreas.

A decisão tomada pelo Ministério da Economia fez com que o orçamento da pasta científica caísse de R$ 690 milhões para apenas R$ 89 milhões.

De acordo com a instituição, a Ufal se une às demais entidades científicas de pesquisa e desenvolvimento do país contra mais uma tentativa de inviabilizar a pesquisa científica e a produção de conhecimento.

"Essa ação arbitrária representa grave ameaça à ciência do Brasil, sendo mais uma das várias que prejudicam e desestruturam as universidades públicas do país, comprometendo os processos de desenvolvimento de pesquisas e a formação de estudantes em nível superior", diz trecho da nota.

Apesar da decisão, a pasta da Economia afirma que a proposta de orçamento para 2022 aumentará os recursos para projetos de pesquisa. No entanto, entidades ligadas à pesquisa e à ciência — entre elas a Academia Brasileira de Ciência, a Andifes e a Confap — também encaminharam ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma nota de protesto em conjunto contra a decisão da pasta comandada por Paulo Guedes.

"A ação a partir da interpretação que gastos em pesquisa são despesas pelo atual governo federal, com apoio do congresso, representa escopo de argumentos políticos infundados, ilógicos, equivocados e de total falta de compromisso com a educação e a sociedade, sem sequer considerar a comunidade científica e o setor produtivo", continua o texto publicado pela instituição alagoana.

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