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SISTEMA PRISIONAL

Denúncias de torturas em presídios tornam-se comuns em Alagoas

Redação

05/06/2021 09h09

Unidade do Sistema Prisional de Alagoas
Agência AlagoasUnidade do Sistema Prisional de Alagoas

Um vídeo obrigando um detento a dançar. Ao fundo, um homem gritando “Dança, porra!”. Com medo, o presidiário responde “Estou dançando, senhor”. O vídeo é antigo, já circulou muito nas redes sociais e aconteceu dentro de um presídio em Alagoas. A cena retrata uma tortura psicológica. Agora em 2021, outro caso de possível tortura foi registrado e acabou em morte. Em maio, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) acionou a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) para prestar esclarecimentos sobre a morte de um detento dentro do sistema prisional. Ao ser noticiado na imprensa, segundo a OAB, outros advogados procuraram a Comissão de Direitos Humanos para relatar novas denúncias de agressões. 

Conforme Anne Caroline Fidelis, presidente da comissão, está em investigação um caso que ocorreu dentro do Núcleo Ressocializador que deixou o reeducando com marcas de agressão nos olhos, nos braços e nas costas. Outro caso é referente a um idoso de 69 anos que teria morrido, após agressão, dentro do sistema prisional em decorrência de ferimentos. 

Casos de torturas não são Histórico revela violência em unidades que deveriam servir para ressocialização Denúncias de torturas em presídios tornam-se comuns em Alagoas SISTEMA PRISIONAL novidade. Em 2014, a empresa Reviver Administração Prisional Privada Ltda, que gerencia o Presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza, em Girau do Ponciano, demitiu 12 agentes após denúncia de maus-tratos contra um presidiário. 

Acusado de estuprar uma menina de quatro anos em Palmeira dos Índios, Paulo Moisés da Silva, 28, na época, relatou ter sido agredido e torturado dentro da cela. Já em agosto do ano passado, cerca de 200 mulheres familiares de detentos se manifestaram em frente ao Polo Industrial de Alagoas exigindo o retorno das visitas e da entrega de alimentos. Elas denunciaram a ocorrência de torturas em unidades prisionais do estado. 

Segundo relato de uma manifestante à imprensa, os presos estavam sendo obrigados a beber a própria urina, não recebiam alimentação e não tinham direito a banho de sol. Também em 2020, em setembro, um vídeo publicado pela Agenda Nacional pelo Desencarceramento mostrou seis reeducandos do Presídio Cyridião Durval de Oliveira e Silva, em Maceió, agonizando no chão sem ar. Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), afirma ao EXTRA que apura as denúncias.

Leia a matéria na íntegra no Jornal EXTRA nas bancas!

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