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NA SEXTA-FEIRA

MP Federal pede explicações à Braskem sobre estrondo em bairros de Maceió

Defesa Civil de Maceió e Serviço Geológico do Brasil também receberam ofício pedindo informações

Bruno Fernandes com assessoria

03/05/2021 15h03 - Atualizado em 03/05/2021 16h04

Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto estão afundando
Afrânio BastosPinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto estão afundando

O Ministério Público Federal expediu, nesta segunda-feira, 3, ofícios à Braskem, à Defesa Civil Municipal e ao Serviço Geológico do Brasil/CPRM, para explicarem um estrondo ouvido em quatro bairros de Maceió, na última sexta-feira, 30.

De acordo com a Força Tarefa, que investiga o afundamento dos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom parto, os órgãos e a empresa devem se manifestar em até 48 horas.

Na sexta, duas viaturas e cinco militares foram até o local verificar o chamado. Funcionários de uma concessionária de veículos disseram que também ouviram o barulho. Alguns estavam no primeiro andar da empresa e relataram um tremor que chegou a derrubar objetos no chão.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, o morador que fez o chamado disse que ouviu o estrondo e em seguida, o tremor. Ele também relatou que objetos chegaram a cair de uma mesa. Os militares fizeram buscas e informaram que não localizaram nada que justificasse o tremor.

De autoria das procuradoras da República Julia Cadete, Juliana Câmara, Niedja Kaspary e Roberta Bomfim, que compõem a FT Caso Pinheiro/Braskem, os ofícios requisitam que empresa e órgãos técnicos esclareçam se os equipamentos que compõem a rede sismográfica já instalada nos bairros afetados pelo fenômeno da subsidência detectaram alguma movimentação do solo nas cavidades anteriormente operadas pela Braskem.

Em caso de resposta positiva, o MPF requer informações sobre quais as medidas adotadas, ou; em caso negativo, se os equipamentos já instalados estão aptos a captar esse movimento e quais foram as causas para o estrondo e o tremor de terra sentidos em alguns pontos de Maceió.

"Braskem, Defesa Civil Municipal e CPRM expliquem como está sendo operacionalizado o tráfego de dados capturados pelos equipamentos, quer seja, como os dados têm sido monitorados e compartilhados entre a Braskem e os órgãos públicos cujas funções institucionais incluem o acompanhamento do fenômeno", informou.

Por meio de nota, a o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), que integra a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), informou que as estações com transmissão on-line ativa mais próximas à região do bairro em Maceió (AL) não registraram abalo sísmico, no entanto o evento pode ter ocorrido.

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