Alagoas, 16 de abril de 2021 24º min 27º máx
WhatsApp (82) 9.9982-0322
ECONOMIA

Mordida do Leão no IR será maior este ano, aponta Sindifisco Nacional

Tamara Albuquerque

28/02/2021 08h08

Bolsonaro não corrige tabela e obriga 10,5 milhões de pessoas a pagar IR
DivulgaçãoBolsonaro não corrige tabela e obriga 10,5 milhões de pessoas a pagar IR

O alagoano deve se preparar para pagar com alta o Imposto de Renda da Pessoa Física deste ano. Ainda não será desta vez que o presidente Jair Bolsonaro cumprirá sua promessa de campanha de corrigir a tabela do IR e isso, na prática, significa um novo aumento de impostos. Atualmente, a isenção do Imposto de Renda vale para quem ganha até R$ 1.903,98 por mês, o que dá menos de dois salários mínimos. Se a tabele fosse corrigida ao menos pela índice de inflação, a isenção deveria valer para qualquer cidadão que ganha até até R$ 4.022,89.

A declaração do Imposto de Renda começa nesta segunda-feira, 1º de março. A promessa do presidente durante a campanha eleitoral era isentar do pagamento do IR todas as pessoas que ganhassem até cinco salários mínimos, o que correspondia a época R$ 5 mil. Entretanto, o discurso foi mudado já em 2019, quando o governo reduziu o valor da promessa para R$ 3 mil. O brasileiro está há seis anos sem nenhum reajuste nas faixas salariais de tributação e nas deduções permitidas, como dependentes ou gastos com educação.

Em matéria publicada no site UOL (São Paulo), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) falou sobre o estudo realizado pela instituição mostrando que, em função da falta de correção, a tabela do Imposto de Renda acumula uma defasagem de 113,09% desde 1996 até o ano passado. 10,5 milhões de pessoas não deveriam pagar imposto.  

Segundo o Sindifisco Nacional, a última vez que houve correção na tabela do IR foi em 2015, quando a então presidente Dilma Rousseff estabeleceu reajuste, em média, de 5,6% nas faixas salariais de cálculo do IR. Mesmo assim, o índice aplicado foi bem inferior à inflação daquele ano, de 10,67%. Em 2016, não houve correção, apesar de a inflação ter avançado 6,29%. O mesmo ocorreu em 2017 (inflação de 2,95%), 2018 (3,75%), 2019 (4,31%) e 2020 (4,52%).

O estudo apresentado à reportagem do UOL também mostra que o valor de deduções no IR deveria ser maior. Atualmente, esse limite é de R$ 3.561,50 por pessoa por ano, mas se a tabela fosse corrida as deduções poderiam chegar até R$ 7.589,61. O desconto permitido por dependente incluído na declaração, atualmente de R$ 2.275,08 por ano, deveria estar em R$ 4.850,04.

Comentários
Curta o EXTRA no Facebook
Confira o nosso canal no YouTube
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Instagram Seguir </html>
Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.

A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.

Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.

publicidade