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VIDAS NEGRAS IMPORTAM

Protesto contra o racismo será realizado neste domingo na Pajuçara

Manifestantes protestam contra o assassinato de Beto no supermercado Carrefour

Assessoria

22/11/2020 07h07

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, era conhecido como Beto estava no mercado com a esposa
Foto: DivulgaçãoJoão Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, era conhecido como Beto estava no mercado com a esposa

As imagens do bárbaro espancamento que resultou na morte de João Alberto Freitas, no supermercado Carrefour, em Porto Alegre, no dia 19, véspera do Dia da Consciência Negra, geraram uma onda de protestos no Brasil, com repercussão e apoio internacionais.

Em Maceió, a União da Juventude e Rebelião (UJR) tomou a iniciativa de convocar a juventude, movimentos sociais e partidos de esquerda para um protesto que será realizado neste domingo, 22, na rua fechada da Ponta Verde, a partir de 15 h.

Com faixas e cartazes, os manifestantes pretendem chamar a atenção da população para o racismo estrutural e institucional. "O racismo está tão impregnado nas instituições sociais que muitas pessoas nem se dão conta de que as pessoas negras são discriminadas e, por vezes, agredidas, o tempo todo", alerta Peterson Couto, estudante e integrante da UJR.

Segundo os organizadores do ato, o assassinato do Beto não é um fato isolado. "Não faz muito tempo, um adolescente negro foi perseguido por seguranças do Unicompra, na Ponta Verde, acusado de furtar a própria bicicleta. Também temos o caso do Jonas Seixas, que foi levado por uma viatura da PM e está desaparecido", denuncia Andreza Gomes, estudante universitária.

Os estudantes que estão organizando o ato garantem que a manifestação será pacifico. "A violência não está em nós, mas na repressão policial e no racismo presente nas instituições. Nós, jovens negros e negras, só queremos viver numa sociedade sem discriminação e exploração", ressalta Wellington Rufino, estudante.

Os organizadores orientam as pessoas que vão participar do ato que usem máscara e levem álcool em gel. "Também vamos organizar o distanciamento entre os manifestantes. Queremos protestar contra a violência racista sem colocar a saúde das pessoas em risco", finaliza Peterson.

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