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"ÁGUA É VIDA"

AMA cobra do governo aplicação de R$ 10 milhões repassados pela União para combater a seca

Tamara Albuquerque

04/10/2020 14h02

Grau de severidade do fenômeno se mantém em Alagoas
DivulgaçãoGrau de severidade do fenômeno se mantém em Alagoas

A presidente da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA), Pauline Pereira, cobra do governo do Estado a reativação do programa que distribui água potável às comunidades que vivem em regiões afetadas pela seca. Segundo a prefeita de Campo Alegre, o Ministério do Desenvolvimento Regional teria liberado, no início deste ano, ao governo R$ 10 milhões para a operação “Água é Vida”, executada pelo governo estadual e os recursos não foram empregados.

Preocupada com o agravamento da seca e a falta de água para consumo humano, Pauline Pereira alerta para a necessidade do retorno da iniciativa. Segundo a prefeita, o socorro ás comunidades está “chegando pelo Exército, que manteve a operação “Carro Pipa” em função da pandemia”. Entretanto, sozinha a iniciativa é insuficiente.

A presidente da AMA reconhece que houve uma boa quadra chuvosa para a agricultura, mas a água potável armazenada pela população estaria no limite. No final de setembro, o Monitor de Secas , vinculado a Agencia Nacional de Águas (ANA), apontou que em Alagoas, em agosto, surgiu uma área de seca fraca no sul e leste do estado, onde os impactos são de curto prazo. A mudança aconteceu devido às chuvas abaixo da média no último mês. 

Houve alteração nos impactos da seca fraca no Sertão, passando de longo prazo para curto e longo prazo. Entre julho e agosto a área com seca fraca saltou de 29,22% para 57,31% no estado. O grau de severidade do fenômeno se mantém em Alagoas e mais sete estados brasileiros. Agosto é o último mês do período chuvoso no litoral leste do Nordeste, na faixa que se estende desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, com valores de precipitação mensal acima de 150mm e ficaram abaixo da média.

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para deficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

Em Alagoas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 18 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.

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