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Lourdinha Lyra planeja reverter falência da Laginha

José Fernando Martins

19/09/2020 09h09

Lourdinha Lyra conseguiu junto ao desembargador Klever Loureiro a destituição do administrador
DivulgaçãoLourdinha Lyra conseguiu junto ao desembargador Klever Loureiro a destituição do administrador

Filha do ex-usineiro João Lyra e ex-vice-prefeita de Maceió, Lourdinha Lyra tenta a todo custo reconstruir o antigo império do patriarca falido, que chegou a ser o deputado federal mais rico do Brasil. A destituição do administrador judicial da Massa Falida da Laginha, José Luiz Lindoso, na terça-feira, 15, seria apenas o primeiro passo dessa etapa. 

Corre nos bastidores a informação de que Lourdinha planeja reverter o processo de falência em recuperação judicial. Ao EXTRA, Lindoso informou que já presenciou a curadora de João Lyra externar essa vontade. Contudo, até o momento, nenhuma ação concreta por parte dela foi tomada. Lindoso descarta essa possibilidade. “Sem precedentes”, disse o administrador judicial que atua há quase 15 anos em recuperação judiciais e massas falidas, mas que nunca viu algo semelhante acontecer. 

Ainda segundo ele, um balanço sobre sua atuação na Massa Falida já está sendo preparado para divulgação junto à defesa do trabalho executado pela sua empresa, a Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial Ltda. A destituição foi sacramentada pelo desembargador do Tribunal de Justiça Klever Loureiro a pedido de Lourdinha Lyra. O motivo, conforme processo judicial, seria que a atuação de Lindoso tem indícios de má condução e omissão administrativa. 

José Lindoso prepara prestação de contas da Massa Falida
José Lindoso prepara prestação de contas da Massa Falida

A opinião do desembargador e da curadora de JL não é a mesma dos próprios juízes que fazem parte da comissão do processo falimentar. “O andamento processual foi dado, assim como é feito com todos os pedidos e petições apresentadas nos autos falimentares, por qualquer interessado, incluindo os quase 20.000 credores, Ministério Público, Comitê de Credores e Administrador Judicial, ao passo que o processo falimentar se aproxima das 100 mil páginas, com centenas de processos apensos no fluxo da Laginha”, enfatizaram Bruno Araújo Massoud, Filipe Ferreira Munguba, Marcella Waleska Costa Pontes Garcia e Phillippe Melo Alcântara Falcão. 

A destituição também desagradou os credores, como é o caso do advogado Carlos Eduardo Correia da Rocha. Ele e um grupo de mais de 20 advogados de Alagoas e Minas Gerais, pretendem levar o caso ao Ministério Público de Estado (MPE) a partir de reunião, a ser marcada, com o procurador-geral de Justiça, Márcio Tenório. “É uma decisão absurda e de cunho político e não jurídico”, denunciou o advogado.

Questionado sobre a possibilidade de a falência voltar a ser recuperação judicial, Rocha informou que “eles [filhos de João Lyra] podem conseguir o que tanto querem”. “É sacrificar 14 mil famílias só por causa de uma”, destacou. Disse ainda que a decisão de Loureiro seria parcial e caso haja postergação nos processos, o grupo de advogados irá protocolar denúncia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Fábio Lima, representante do comitê de credores, também acredita que a mudança pode trazer prejuízos. “Até o novo administrador analisar a nossa realidade pode levar tempo e atrasar os pagamentos. O processo falimentar é extenso e cheio de detalhes”. Com a saída de José Luiz Lindoso, pode entrar Julius César Lopes de Vasconcelos Santos, indicação do desembargador Klever Loureiro.

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