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OPERAÇÃO E$QUEMA S

Integrante de esquema comandado por Eduardo Martins comprou 30 imóveis em seis anos

R$ 800 mil em propina foram encontrados em sacolinha na casa de filho de Humberto Martins

Redação

12/09/2020 10h10 - Atualizado em 12/09/2020 11h11

O advogado Caio Rocha, filho do ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha
DivulgaçãoO advogado Caio Rocha, filho do ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha

Alvo da Lava Jato por suspeita de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro, o advogado Caio Rocha, filho do ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha, comprou cerca de 30 imóveis entre 2013 e 2018, segundo levantamento feito pela força-tarefa do Rio, publicada pela revista Crusoé neste sábado, 12.

Segundo a denúncia da Lava Jato apresentada nesta semana, Caio Rocha faz parte do esquema de propinas da Fecomércio, com dinheiro desviado do Sistema S, liderado pelos advogados de Lula, Cristiano Zanin, Roberto Teixeira e o filho do atual presidente do STJ, Humberto Martins, Eduardo Martins.

O filho do magistrado é acusado de receber cerca de R$ 82 milhões da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio). Durante a operação, foram encontrados 800 mil reais: 100 mil em espécie e 700 mil num cheque. A dinheirama estava guardada numa sacolinha de papel.

Eduardo Martins, filho do ministro Humberto Martins

O dinheiro seria pago para Eduardo Martins interferir em decisões de ministros, fato que põe em xeque a postura daqueles que compõem a corte, incluindo o próprio pai do advogado. “Não à toa, os integrantes do núcleo duro da organização criminosa (valeram-se), para tanto, de fraudulentos contratos de honorários advocatícios como forma de remunerar, a preços vultosos, Eduardo Martins, não pela prestação dessa espécie de serviços, mas sim por uma pretensa e propalada influência sua no Superior Tribunal de Justiça, derivada de sua relação filial com o ministro desta Corte Superior, Humberto Martins”, disse ao MPF, o advogado Orlando Diniz ao denunciar o caso.

O esquema envolve também o advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, o ex-ministro do STJ César Asfor Rocha, além do filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz. Além de Eduardo Martins, a operação também mira outros alagoanos, sendo um deles, um desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL).

“Os bens foram adquiridos em nome da empresa de gestão e administração imobiliária CCVR Participações. A empresa foi aberta por Caio Rocha junto com a mulher em dezembro de 2010, dois meses após o pai deixar a presidência do STJ. Em 2012, Asfor Rocha antecipou sua aposentadoria e voltou a atuar como advogado, como o filho", diz trecho da reportagem.

A empresa tem capital social de R$ 26,9 milhões e registrou apenas um único empregado. Para os investigadores, essa é uma “dinâmica que pode indicar o uso de empresa de fachada para lavagem de dinheiro”.

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