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ENFERMAGEM

Estudantes da UMJ protestam contra novo método de ensino

Arthur Fontes - Estagiário sob supervisão

11/09/2020 07h07

Estudantes protestam contra método de ensino em faculdade
Arthur FontesEstudantes protestam contra método de ensino em faculdade

Um grupo de estudantes do curso de enfermagem da UMJ, antiga FAT, realizou um protesto na semana passada contra um novo método de ensino, denominado de híbrido, cuja implantação, os alunos, não foi discutida previamente. Por outro lado, o centro universitário afirmou ao EXTRA que este formato de ensino já estava no contrato em que os estudantes assinam.

A estudante Nayara Lino, uma das participantes do protesto, afirmou que plano pedagógico do curso não foi disponibilizado. "Nosso sentimento é de revolta, porque não se faz integração de educação e tecnologia apenas com um sistema de reservatório de conteúdos. Represento um grupo com mais de 100 estudantes de todos os cursos não só da saúde e todos estão revoltados e sem entender essa negligência por parte da UMJ", colocou Nayara.

Além disso, a aluna de enfermagem relatou que os professores perderam boa parte das horas/aula e uma das professoras do curso de enfermagem, Gabriella Gama, foi demitida sem explicações. "Ela perdeu o emprego diante dessa crise sanitária que estamos passando apenas por se colocar contra esse sistema defasado que precariza a educação de qualidade", afirmou Nayara.

Nayara esclarece que a modalidade híbrida consiste em uma plataforma de conteúdos na qual não se tem auxílio dos professores. "O conteúdo é passado de forma enxuta e temos que nos virar para poder aprofundar nos assuntos’’, relatou.

A instituição, no entanto, contestou as informações do estudantes. Segundo o pró-Reitor de Gestão, Alberto Vasconcelos, o nome híbrido causou estranheza por parte dos alunos, pois esta nomenclatura significa a mistura do presencial com o EAD, mas já estava presente no contrato assinado pelos estudantes.
"Na realidade não houve implementação de nenhum novo método de ensino, o que está sendo intensificado agora é método que permite que as faculdades e universidades utilizarem a aula presencial até o limite de 40% em aulas na modalidade EAD, porém. isso vem sendo permitido desde 2016. Neste mesmo ano o MEC baixou uma portaria que autoriza as instituições implantarem até 20% das aulas remotas’’, explicou. Ainda de acordo com Alberto, no ano de 2019, o MEC teria ampliado a carga de disciplinas à distância para 40%.

Em nota oficial, a UMJ explica a situação: 

"Nesse momento delicado e cheio de desafios, devido à pandemia de Covid-19, reforçamos os cuidados com a saúde e a segurança de todos os que fazem a UMJ, adotando o uso da tecnologia para a continuidade das atividades presenciais em ambientes virtuais, conforme normatização do Ministério da Educação por meio da Portaria 343 e seguintes.
Em meio a esse cenário, a instituição reagiu de forma otimista, dando continuidade ao trabalho focado na qualidade do ensino. A instituição investiu em tecnologia e se reinventou para possibilitar a continuidade do conteúdo, sem perdas na aprendizagem, abrindo a visão para as oportunidades, como a ampliação da utilização das novas tecnologias, fortalecendo a conexão com os alunos. E mesmo aptos a retomar as aulas presenciais, com todos os protocolos de prevenção e combate ao novo coronavírus, estamos seguindo a determinação do decreto estadual que, por questões de segurança sanitária, ainda não autoriza o retorno das aulas presenciais.
A UMJ passa por uma transformação digital, seguindo a realidade do mercado mundial, sempre focada na qualidade do ensino para melhor preparar os alunos para os desafios do novo mercado de trabalho. O momento é de ressignificar o papel que professores e alunos assumem em sala de aula, inovar nas práticas pedagógicas e formar profissionais integrados com as tecnologias por meio de uma prática educativa alinhada ao novo momento da educação."

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