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Maceió e Arapiraca participam de 4ª fase do maior estudo epidemiológico da covid-19

Assessoria UFAL

02/09/2020 16h04

Ufal conduziu o trabalho em Alagoas para a pesquisa nacional aplicada em 133 municípios
DivulgaçãoUfal conduziu o trabalho em Alagoas para a pesquisa nacional aplicada em 133 municípios

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) participou de mais uma fase do estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por covid-19 no Brasil (Epicovid19-BR). Coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), é considerada a maior pesquisa populacional em andamento no mundo a estimar a prevalência de coronavírus. Em Alagoas a coordenação é da professora Karol Fireman, do curso de Enfermagem da Ufal em Arapiraca, que conduziu a quarta etapa entre os dias 27 e 29 de agosto.

Para esse ciclo, a pesquisa contou com o fomento do programa Todos pela Saúde, fundo criado pelo Itaú Unibanco para apoiar o enfrentamento da covid-19 no Brasil em diversas frentes, entre elas, o suporte a iniciativas de pesquisa científica. As três primeiras fases foram financiadas pelo Ministério da Saúde nos meses de maio e junho.

“Esse novo recurso permitiu ter a quarta rodada. O que se pretende avaliar nesse momento é a mudança do perfil de base epidemiológica e comparar com a diferença de tempo com a análise da terceira rodada”, explicou Karol.

Em Alagoas a pesquisa foi aplicada nas cidades de Maceió e Arapiraca, as mais populosas segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de estimar o percentual de brasileiros infectados com o Sars-CoV-2, o estudo permite determinar o percentual de infecções assintomáticas, avaliar os sintomas mais comumente relatados pelos infectados e analisar a velocidade de disseminação do contágio ao longo do tempo.

A metodologia foi a mesma utilizada nas outras etapas do estudo. Com apoio de profissionais do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a s pessoas que aceitavam participar responderam a um questionário, e a professora Karol realizou testes rápidos por meio de uma gota de sangue para detectar o vírus. A amostra foi de 250 coletas em cada uma das cidades, totalizando 33.250 somente nesta etapa da pesquisa.

Quando os pesquisadores finalizarem o relatório com os dados de todos os 133 municípios participantes, os resultados serão divulgados pela Ufpel. Os números no Estado também devem ser conhecidos em breve, mas a professora Karol adiantou que a equipe se surpreendeu positivamente com os registros desta etapa.

“Eu acreditava que a gente ia ter um número maior de casos, embora a gente tenha acompanhado no Estado a redução de mortes, Arapiraca ainda está sendo considerada uma localidade de maior foco de transmissão da infecção, mas não houve muitos casos. Como a metodologia é a mesma, mostra que não estamos tendo tantos casos como se acreditava”, adiantou Fireman.

O Epicovid19-BR tem aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e cumpre todos os requisitos de segurança necessários, para proteger os pesquisadores e a população.

Números anteriores

As três primeiras etapas, realizadas de 14 a 21 de maio, 4 a 7 e 21 a 24 de junho, entrevistaram quase 90 mil pessoas no Brasil. Os dados inéditos permitiram conhecer o comportamento do vírus. Para cada diagnóstico confirmado pelas estatísticas, o estudo estimou que existem seis casos reais não notificados ao redor. E de cada cem infectados, um vai a óbito.

Considerando a taxa de falsos positivos e negativos do teste rápido, o percentual da população que já teve contato com o vírus nas cidades pesquisadas foi de 1,9% na primeira fase, 3,1% na segunda e 3,8% na terceira fase da pesquisa. O que mais chamou atenção da pesquisadora sobre os resultados específicos de Alagoas, à época, foi o crescimento da prevalência entre as coletas, onde num intervalo de 15 dias os percentuais haviam dobrado.

Nesse mesmo período o país vivencia a queda no distanciamento social, avaliando o percentual de pessoas que ficam sempre em casa, de 23,1% para 18,9%.

De acordo com os dados divulgados pela Ufpel no final da terceira fase, a pesquisa também estimou que crianças têm a mesma chance de adultos para contrair o vírus e, diferente do que cogitava inicialmente a ciência mundial, aproximadamente 90% dos casos apresentam sintomas. Os cinco mais frequentes, relatados por cerca de metade dos entrevistados com anticorpos para a covid-19, foram dor de cabeça (58%), alteração de olfato ou paladar (57%), febre (52,1%), tosse (47,7%) e dor no corpo (44,1%).

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