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ECONOMIA E TURISMO

Festas de réveillon podem aliviar déficit econômico de Alagoas

Celebration, principal evento da virada em Alagoas, deve funcionar com 30% da capacidade

Bruno Fernandes

02/08/2020 08h08 - Atualizado em 03/08/2020 15h03

Celebration movimenta a economia maceioense
DivulgaçãoCelebration movimenta a economia maceioense

Mesmo com as incertezas em relação à economia e ao turismo causadas pela pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, eventos tradicionais de final de ano em Alagoas tentam sobreviver às mudanças do "novo normal" e podem virar aposta do governo do estado para evitar um déficit econômico ainda maior. A esperança dos empresários está no avanço de fases do chamado Distanciamento Social Controlado, elaborado pelo governo de Renan Filho, e na criação de protocolos de saúde.

“Ainda não calculamos o déficit econômico para este período, exclusivamente porque seguimos com a possibilidade de realização das festas de réveillon no nosso estado. Torço para que os eventos possam ocorrer como nos outros anos, estamos trabalhando sob esta ótica. Mas é importante dizer que só quem vai poder determinar ou não esse cenário é a involução da doença”, declarou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Rafael Brito.

A covid-19 deve causar um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no setor turístico em Alagoas. De acordo com a pasta, as perdas provocadas apenas pela pandemia são maiores do que todo o ganho da última alta temporada. As perdas, no entanto, não correspondem ao rombo financeiro causado nas empresas.

O empresário Sérgio Feitosa, representante de Alagoas na Associação Brasileira de Produtores de Eventos (Abrape) e CEO do Réveillon Celebration, acredita que a agenda em Alagoas possa ser retomada ainda este ano, mas que será preciso associar cautela com o sentimento de não causar pânico e desânimo à população. Em relação ao Celebration, evento de final de ano que movimenta a economia maceioense, a expectativa é que a festa aconteça mantendo a esperança do estado de uma melhora econômica no período. Porém, haverá mudanças drásticas em sua estrutura

“A única viabilidade de eventos públicos com grande quantidade de pessoa acontecerem seria com a criação de uma vacina. Para nós que trabalhamos com eventos fechados, estamos no aguardo de um modelo de protocolo a ser aprovado pelos órgãos públicos para que possamos fazer o lançamento do réveillon. Hoje, o evento só está confirmado dentro dessa realidade de ter um protocolo específico”, explicou o empresário ao EXTRA.

Tradicionalmente, em meados de maio e junho, as atrações e os valores da festa da virada começam a ser divulgados, no entanto, nada está decidido até o momento. “Como não está tendo e nem vai ter tanta demanda de festas de fim de ano, os artistas estão bem solícitos em relação às contratações. Temos a nossa grade formada, mas ainda não fechamos contrato com todos dos cantores para as festas da Celebration Week”, contou o empresário.

Apesar da expectativa de que o evento ocorra seguindo critérios sanitários estabelecidos pelos órgãos competentes, a principal mudança será em relação à quantidade de público. Neste ano, apesar das atrações não terem sido confirmadas até o momento, o empresário trabalha com a possibilidade de contar com apenas 30% da capacidade total. “Acreditamos que na liberação da fase verde já tenhamos esse protocolo definido. A possibilidade do Celebration ser cancelado não existe por enquanto e estamos nos baseando nos protocolos de bares e restaurantes”.

Além de membro da Abrape, Sérgio Feitosa também é integrante do Comitê de Gerenciamento de Impactos Econômicos da Crise, criado pelo governo de Alagoas no início da pandemia da covid-19.

Queima de fogos na orla

Após a polêmica sobre a realização ou não da tradicional festa de réveillon de Maceió, que concentra milhares de pessoas na orla da capital e também em diversos bairros da cidade, onde ocorrem queima de fogos, a prefeitura informou por meio de nota que "só fechará questão mais à frente". 

“A gestão municipal está acompanhando a situação epidemiológica sobre a covid-19 e levará em conta os indicadores e orientações das autoridades sanitárias para a tomada de decisão sobre a realização do evento”, informou. Na sexta-feira, 24, o prefeito de São Paulo (SP), Bruno Covas, anunciou o adiamento do carnaval e o cancelamento de eventos tradicionais, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBTQI+ por causa da pandemia do novo coronavírus. O cancelamento está sendo seguido por outras cidades.

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