Alagoas, 03 de julho de 2020 22º min 27º máx
WhatsApp (82) 9.9982-0322
NOVAS MANCHAS

Marinha confirma que óleo recolhido em Alagoas é resquício das manchas de 2019

Material apareceu na Praia da Lagoa do Pau, em Coruripe, e na Praia da Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia

Bruno Fernandes com Diário de Pernambuco

25/06/2020 15h03 - Atualizado em 25/06/2020 16h04

Fragmentos de óleo reaparecem no litoral do Nordeste
Governo de PernambucoFragmentos de óleo reaparecem no litoral do Nordeste

A Marinha do Brasil confirmou nesta quinta-feira, 25, que o óleo colhido no último final de semana em praias de Alagoas e Pernambuco são compatíveis com o material que assolou o litoral nordestino e parte dos estados de Espírito Santo e Rio de Janeiro, entre setembro e novembro de 2019.

O material recolhido foi analisado por especialistas da Marinha do Brasil, através do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (Ieapm).

Em Alagoas o óleo apareceu na Praia da Lagoa do Pau, em Coruripe, e na Praia da Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia. Em Pernambuco as novas manchas foram encontradas nas praias do Cupe (Porto de Galinhas) e Muro Alto, em Ipojuca, além da praia de Tamandaré.

As equipes da Capitania dos Portos de ambos os estados foram responsáveis pela coleta e emissão do material ao Ieapm, no Rio de janeiro. A quantidade de material recolhido não foi informada.

"Seu aparecimento decorre, possivelmente, de fatores meteorológicos, como alterações no regime de ventos e marés, que acabaram por revolver sedimentos e possibilitaram o ressurgimento desses fragmentos", afirma em nota.

Segundo levantamento realizado pela Marinha do Brasil ao final do mês de outubro do ano passado, foram recolhidas cerca de 4,7 mil toneladas de óleo nas praias brasileiras que foram endêmicas da contaminação. Confira a nota emitida pela Marinha do Brasil:

A Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 3º Distrito Naval (Com3ºDN), informa que fragmentos de óleo, dispersos e em pouca quantidade, foram avistados e removidos de praias de Pernambuco e Alagoas desde a última sexta-feira (19).

Equipes de Inspeção Naval da Capitania dos Portos de Pernambuco (CPPE) e da Capitania dos Portos de Alagoas (CPAL) realizaram a limpeza das praias, bem como a coleta do material, que foi enviado ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) para análise.

A análise feita pelo IEAPM, com as amostras coletadas, concluiu que os resíduos apresentaram perfis químicos compatíveis com o material que atingiu a costa brasileira, sobretudo no Nordeste, em 2019. E com base no exame realizado, a chegada desse material deve consistir na reincidência de segmentos oleosos que não tinham sido anteriormente identificados durante as ações de resposta. Seu aparecimento decorre, possivelmente, de fatores meteorológicos, como alterações o regime de ventos e marés, que acabaram por revolver sedimentos e possibilitaram o ressurgimento desses fragmentos neste último final de semana.

Desde 2 de setembro de 2019, a MB realiza ações na contenção e neutralização dos efeitos
danosos à natureza, provocados pelo derramamento de óleo que atingiu a costa brasileira no último ano, mantendo o monitoramento rotineiro das praias do litoral, bem como estreitos laços com a comunidade marítima, visando a preservação das riquezas contidas em nossa Amazônia Azul.


Comentários
Curta o EXTRA no Facebook
Confira o nosso canal no YouTube
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Instagram Seguir </html>
Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.

A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.

Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.

publicidade