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PROMESSA

Ministério da Saúde atrasa entrega de respiradores para Alagoas

Alagoas é o segundo estado do Brasil com o menor número de respiradores para cada 100 mil habitantes

Bruno Fernandes

21/05/2020 14h02 - Atualizado em 21/05/2020 14h02

O governador Renan Filho durante live
DivulgaçãoO governador Renan Filho durante live

O Ministério da Saúde (MS) continua procrastinando o prazo de entrega de 30 respiradores prometidos em abril para Alagoas. A informação foi confirmada em coletiva de imprensa concedida pelo governador Renan Filho, na quarta-feira, 20.

"Falei com o presidente Jair Bolsonaro e com general Eduardo Pazuello tratando das dificuldades de Alagoas. Falei que não podemos contratar leitos de redes privadas como estão fazendo em outros estados porque já estão lotadas", explicou.

O governador contou ainda durante a entrevista que a entrega dos respiradores foi prometida mais de uma vez. "Somos um dos poucos estados que até agora não receberam os respiradores mesmo com cobrança do Ministério Público Federal. O general garantiu que os enviaria ainda essa semana", contou.

Na última semana, o secretário de Saúde, Alexandre Ayres, revelou que o ministério tem dado prazos semanalmente sobre a entrega, mas que nunca acontece.

Para contornar o problema do atraso, o secretário ressaltou que o Estado já fez uma nova aquisição de 80 respiradores adquiridos da Europa e da China. Apesar de estarem em trânsito, Ayres não informou uma possível data de entrega.

Na sexta-feira, 8, o Ministério Público Federal (MPF-AL) e o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) questionaram o Ministério da Saúde, antes comandado por Nelson Teich, sobre o cronograma estabelecido para a entrega de 30 respiradores a Alagoas.

Estudo feito em dezembro de 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (DataSUS), mostra que Alagoas é o segundo estado do Brasil com o menor número de respiradores para cada 100 mil habitantes, com 15,2.

Além de Alagoas, os estados que apresentaram os menores índices de distribuição dos aparelhos para cada 100 mil habitantes foram o Acre (16,3), Maranhão (13,9), Piauí (13,7) e Amapá (10,4).

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