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EDITORIAL

Tempos nebulosos

Redação

23/03/2020 13h01 - Atualizado em 23/03/2020 14h02

Pandemia assusta o planeta
DivulgaçãoPandemia assusta o planeta

Vivenciamos uma tempestade perfeita, um calque morfológico que se refere a uma situação não favorável e drasticamente agravada por combinação rara de circunstâncias, que se transforma em desastre. São tempos graves e nebulosos na saúde, na política e na economia. 

O País todo está na expectativa de qual será o comportamento do Coronavírus por aqui, já que os dados disponíveis se referem aos países desenvolvidos onde o Covid-19 já fez milhares de vítimas. 

A quarentena seria a melhor medida? Nossa altamente deficiente estrutura física, material e de pessoas na área do SUS dará conta do recado? Como será o comportamento do vírus em nossos inumeráveis conglomerados sub-humanos? Quantos morrerão?

O País está preparado para enfrentar o Coronavírus? Por que apenas medidas tímidas foram anunciadas para o amparo social a trabalhadores informais e desvalidos, como a ajuda-miséria de R$ 200 e/ou o Bolsa Família? Não seria um escárnio com o brasileiro trabalhador? 

O abandono das médias, pequenas e microempresas entregues pelo governo nas mãos dos bancos (que jamais lhes darão crédito se não forem forçados) não levará a uma quebradeira generalizada? Por que não liberar grana direto para elas? Por que a lentidão? 

Por que governo federal e os estaduais “batem cabeça” e prejudicam o cidadão com suas brigas políticas? Por onde andam os políticos (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores)? Estariam entocados em suas mansões e fazendas gozando do “dolce far niente” com o dinheiro de todos os brasileiros? Por que não aparecem? 

É adequado governadores e prefeitos se aproveitarem do momento para “ficar bem na foto” com a população, quando se sabe que nada fizeram para evitar o sucateamento da saúde pública? É certo o presidente da República negar o Coronavírus com medo de, engolfado pela crise econômica pós-corona (que virá), perder as condições de concorrer à reeleição?

Por que temos a sensação de recebermos respostas genéricas que não passam segurança nem respondem objetivamente aos questionamentos e demandas da sociedade? 

Essa anomalia pode levar o País a uma situação de privação material e social gravíssima com resultados catastróficos para a paz da Nação. Se o rumo da condução da crise não mudar, passado o tsunami da saúde, ronda-nos o fantasma da depressão econômica e da convulsão política (já em construção nos bastidores). A tempestade perfeita que nenhum país almeja.

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