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COVID-19

Funcionários da Carajás denunciam que estão tendo que trabalhar sem medidas preventivas

Sofia Sepreny

21/03/2020 12h12 - Atualizado em 22/03/2020 13h01

Funcionária da Carajás passa mal
ReproduçãoFuncionária da Carajás passa mal

Diversos funcionários da empresa Carajás denunciaram hoje, 21, em frente a uma das lojas em Maceió, que estão sendo obrigados a trabalhar internamente sem que a empresa adote as medidas preventivas necessárias contra o Coronavírus para a realização das atividades laborais. 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver que estão todos apreensivos por causa da disseminação da doença. Uma das colaboradoras chega até a passar mal. Eles denunciam também que a empresa está solicitando que o trabalho seja realizado sem o registro de ponto. 

Sobre o caso, o Ministério Público do Trabalho afirmou que vem autuando diversas empresas e instituições no decorrer da semana que infringem as medidas solicitadas pelo órgão para prevenir seus funcionários. 

A orientação expedida através de notificação recomendatória é para gestores municipais, autoridades sanitárias, empregadores e sindicatos. Eles devem adotar medidas de proteção à saúde e segurança de trabalhadores, como forma de prevenir a disseminação do novo coronavírus no estado.

Assista

Conforme a notificação, as empresas devem fornecer lavatórios com água e sabão e álcool 70% ou outros sanitizantes adequados à atividade. 

O MPT orienta que os empregadores adotem medidas de flexibilização de jornada quando os serviços de transporte, creches, escolas e outros não estiverem em funcionamento regular, e flexibilizem a jornada para que trabalhadores atendam familiares em situação vulnerável e obedeçam à quarentena divulgada pelos serviços de saúde, observado o princípio da irredutibilidade salarial. 

As empresas também devem garantir que trabalhadores com filhos, pessoas idosas ou com deficiência, pessoas com doenças crônicas e gestantes realizem as suas atividades laborais preferencialmente de modo remoto.

Quando o trabalhador for o único responsável por crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência que necessitem de cuidados, a notificação também prevê que as empresas busquem medidas flexibilizadoras da prestação de serviços, ou em último caso, a sua substituição temporária, sendo assegurado a manutenção da relação de trabalho.

De acordo com o MPT ainda, o órgão está com os atendimentos ao público suspenso mas os canais de denúncia estão funcionando normalmente.

Outro lado - Carajás

"Estamos cumprindo rigorosamente a determinação de manter o estabelecimento fechado aos clientes, conforme estabelece os decretos estadual e municipal. Tomamos todas as medidas recomendas para evitar a propagação do COVID-19. Medidas, inclusive, referendadas pelo Ministério Público do Trabalho de Alagoas.

Na manhã deste sábado, (21/03), no entanto, colaboradores ainda se dirigiram à loja. Alguns por não ter havido tempo hábil para comunicá-los; outros por exercerem atividades imprescindíveis para a operação, como processamento de folha de pagamento, tecnologia da informação, televendas, manutenção e segurança patrimonial.

De um total de 505 colaboradores da nossa loja matriz, apenas 15 ficarão trabalhando. Outros 35 seguem em regime de plantão e turnos alternados. Ainda assim, serão convocados prioritariamente àqueles que possam se deslocar sem utilizar transporte público.

Reforçamos que se trata da nossa matriz, unidade que dá suporte a outras operações em outros estados, inclusive aos que não adotaram o fechamento de lojas, como Rio Grande do Norte (Natal) e Paraíba (Cabedelo e Campina Grande).

No mais, já havíamos liberado também todos os colaboradores com mais de 60 anos, pessoas com doenças crônicas (asma, bronquite crônica, hipertensos ou diabéticos); pessoas que fizeram cirurgia bariátrica nos últimos seis meses; portadores de HIV e pessoas que estejam ou tenham tido tratamentos nos últimos cinco anos de câncer, linfomas ou leucemia.

Outras medidas preventivas também haviam sido adotadas, como a suspensão do controle de ponto por meio de biometria, visando preservar a própria integridade dos colaboradores, sem que houvesse qualquer prejuízo financeiro para os mesmos.

Por fim, enfatizamos que estamos todos comprometidos no combate à propagação do COVID-19. Entendemos que essa é uma luta de todos: poder público, iniciativa privada e a sociedade. Seguiremos firmes nesse compromisso".

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