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CASO PINHEIRO

Braskem inicia novo estudo do subsolo nos bairros que estão afundando

Tamara Albuquerque

18/01/2020 07h07 - Atualizado em 27/01/2020 11h11

Desastre no subsolo dos bairros foi intensificado pelas chuvas em 2018
DivulgaçãoDesastre no subsolo dos bairros foi intensificado pelas chuvas em 2018

A Braskem inicia novo estudo de solo nos bairros afetados pelo processo de afundamento em decorrência das atividades mineradoras da empresa, em Maceió. O trabalho será iniciado nesta segunda-feira, 20, pela americana Panamerican Geophysical, especializada em pesquisas geofísicas, e mapeará o solo do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto em busca de novos dados que auxiliem os estudos já realizados na região. A perspectiva da Braskem é de que este novo mapeamento seja encerrado até o próximo dia 27.

A mineradora não esclarece o porquê da necessidade de novos estudos nos bairros, mas explicou, através da assessoria, que a coleta dos dados será feita com uso de equipamentos que formam imagens no subsolo. “O processo é semelhante ao ultrassom utilizado em diagnósticos médicos, só que com equipamentos e escalas muito diferentes. Os pontos de medição serão pequenos pinos colocados no acostamento das ruas, ocupando áreas de aproximadamente 600 metros de extensão por vez”.

Em maio do ano passado, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que fez os primeiros estudos nas áreas em questão, apontou como causa do problema a desestabilização das cavidades (minas) da extração de sal-gema. As atividades mineradoras da Braskem estariam, de acordo com o CPRM, provocando a movimentação do sal, a reativação de estruturas geológicas já existentes no subsolo, os afundamentos do terreno e as rachaduras na superfície.

O problema foi diagnosticado numa área equivalente a 78 campos de futebol, segundo os técnicos, fazendo surgirem nos imóveis rachaduras e afundamento desde fevereiro de 2018. A desocupação dos bairros afetará 17 mil moradores, segundo estimativa da própria mineradora, mas o calendário de remoção das famílias ainda não foi divulgado. O Jornal Extra desta semana, que já está nas bancas, revela em matéria do jornalista Bruno Fernandes que as indenizações previstas para os moradores do Mutange serão de R$ 81 mil.

Para este novo estudo, ficou definido o seguinte cronograma:
Dia 19 - Início da interdição da faixa de acostamento (a cada 600m)
Dia 20 - Rua Prof. Mário Marroquim (Pinheiro) e Rua Clarêncio Jucá (Pinheiro)
Dia 21 - Rua Basileu de Meira Barbosa (Pinheiro)
Dia 22 - Rua Dr. Passos de Miranda (Bebedouro)
Dia 23 - Rua Rosalvo Prata (Pinheiro) e Rua Antônio Procópio (Pinheiro)
Dia 24 - Rua José Dionísio Sobrinho (Pinheiro)
Dia 25 - Rua Miguel Palmeira (Pinheiro)
Dia 26 - Av. Major Cicero de Góes Monteiro (Mutange), Rua Cônego Costa (Bebedouro), Ladeira Prof. Benedito Silva (Bebedouro), e Rua Dr. Oswaldo Cruz (Bebedouro)
Dia 27 - Ruas Pedro Beltrão (Bebdouro), Carteiro João Firmino (Bebedouro), Erasmo de Almeida Porangaba (Pinheiro), Manoel Menezes (Pinheiro), e Travessa Senador Arnon de Melo (Pinheiro)

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