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ALEXANDRE SOPA

Ex-empresário da banda Calcinha Preta é condenado por pedofilia

Crime aconteceu em 2014 no bairro de Cruz das Almas

Redação

25/12/2019 17h05 - Atualizado em 25/12/2019 17h05

O empresário Alexandre Sopa, CEO da ASP Produções e Eventos
Arquivo PessoalO empresário Alexandre Sopa, CEO da ASP Produções e Eventos

O ex-empresário da banda Calcinha Preta, Alexandre Sopa foi condenado na última semana há oito anos de prisão por estupro de vulnerável pelo crime praticado em 2014 contra uma menor de 13 anos. O processo tramitou em segredo de justiça desde 2017.

Além do crime contra uma menor, o empresário também é conhecido pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MP-AL), por suspeitas de superfaturar shows em prefeituras do litoral norte através das empresas Alexandre Soppa Produções ME e A.S.S. Companhia de Eventos LTDA.

Segundo o órgão ministerial, o caso de estupro enquadrado no art. 217-A, caput, do Código Penal Brasileiro aconteceu quando o empresário praticou relações sexuais com uma menor de 13 anos com as iniciais J.S.S.

De acordo com o boletim de ocorrência e com os autos do processo, a mãe da vítima relatou na delegacia Especial dos Crimes Contra a Criança e Juventude que sua filha, sofreu abuso sexual do empresário, à época com 31 anos quando era agente da banda de forró, Calcinha Preta.

Ainda segundo a mãe, Alexandre teria dado diversos presentes para a menor com o intuito de seduzi-la, acarretando um rápido relacionamento sexual entre ambos.

O crime de sedução e pedofilia do empresário carioca, mas com atividades em Alagoas teria acontecido na residência do mesmo, localizada no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. 

“Os depoimentos da vítima são coerentes, demonstrando a ocorrência do fato ilícito e sua autoria, ao passo que os depoimentos das testemunhas de defesa não acrescentaram nenhuma informação que pudesse abalar a convicção da prática delitiva confirmada, com suficiência, no acervo probatório constante nos autos”, diz a decisão.

Dano ao erário em prefeituras

Essa não é a primeira vez que Alexandre Sopa, proprietário da ASP Produções Artísticas figura nas páginas policiais. Em 2017, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL) ajuizou uma ação contra o empresário do ramo do entretenimento musical por suspeita de participação em esquemas de danos ao erário.

De acordo com o processo de número 0700678-63.2017.8.02.0028, que tramita na Comarca de Paripueira desde dezembro de 2017, o empresário Alexandre Sopa atuava em 2010 como proprietário das empresas Alexandre Soppa Produções ME e A.S.S. Companhia de Eventos LTDA, ambas do mesmo segmento.

As empresas foram citadas como rés por suspeita de superfaturamento em cerca de R$ 630 mil na contratação pela Prefeitura da Barra de Santo Antônio de shows de artistas nacionais para a realização dos festejos juninos de 2010. 

Irregularidade parecida e com atuação da mesma empresa também foi encontrada em 2013 em outro município e também foi denunciada pelo MPE. Em uma Ação Civil de Improbidade Administrativa, o órgão decidiu investigar a Prefeitura de São Luiz do Quitunde por ter contratado empresas para a produção de shows para o São João, assim como aconteceu na Barra de Santo Antônio.

Os documentos analisados pelo promotor Jorge Luiz Bezerra apontam que em 2013 a Prefeitura de São Luiz do Quitunde gastou R$ 1.331.500,00 com a contratação das empresas MC Produções e Eventos LTDA e da ASS Companhia de Eventos LTDA, de propriedade do empresário Alexandre Sopa e que também é réu no processo que investiga um esquema de danos ao erário no município de Barra de Santo Antônio.

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