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crueldade

'Mãe de bebê que foi espancado pelo pai será investigada', diz promotor

Menor morreu na quinta-feira por causa de traumatismo craniano

Arthur Fontes e Bruno Fernandes

06/12/2019 15h03 - Atualizado em 06/12/2019 16h04

José Fábio Lima é suspeito de espancar e asfixiar o próprio filho
CortesiaJosé Fábio Lima é suspeito de espancar e asfixiar o próprio filho

A possível negligência da mãe do menor J.F.L.S., de 1 ano, que morreu na noite de quinta-feira, 5, após ser espancado pelo pai e ficar internado durante três dias, será investigada pela Polícia Civil.

A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Maurício Wanderley durante entrevista coletiva na sede do Ministério Público Estadual de Alagoas, no bairro do Poço, em Maceió.

"Vamos investigar para saber se houve participação. Ela não estava no local, só se houve algum tipo de negligência. A mãe do acusado falou que ele era violento e não aguentava choro de criança e isso poderá ser apurado", informou o representante ministerial.

José Fábio Lima, suspeito de espancar e asfixiar o próprio filho, agora, vai responder pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

O promotor de Justiça Maurício Wanderley durante entrevista coletiva

"O juiz decidiu acatar as ponderações do Ministério Público e entendeu que o crime era contra a vida. Atualmente, o acusado vai responder por homicídio", explicou o promotor sobre o andamento do processo.

O corpo do menor J.F.L.S., de 1 ano, foi liberado na manhã desta sexta-feira, 6, do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML de Maceió). O exame de necropsia confirmou que a criança foi morta por espancamento com requintes de crueldade. 

Segundo o perito médico legista Kleber Santana, responsável pelo exame cadavérico, a análise no cadáver da criança apontou o traumatismo crânio encefálico como a principal causa da morte. 

O menor também apresentava sinais de esganadura, lesão no intestino provocado por trauma, várias equimoses na parte externa e hematomas na parte interna do corpo da vítima. 

J.F.L.S. foi internado no Hospital de Emergência de Arapiraca na última terça-feira, 3, após as agressões desferidas pelo seu genitor.

Mas, diante da gravidade do seu quadro, a equipe médica resolver transferi-lo para Unidade Terapia Intensiva (UTI) do HGE em Maceió onde ele entrou em óbito na noite desta quinta-feira (5). 

O laudo cadavérico será digitado e enviando para a delegacia que instaurou o inquérito policial que apura as circunstâncias das agressões a criança. 

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