Alagoas, 15 de novembro de 2019 24º min 29º máx
WhatsApp (82) 9.9982-0322
ALAGOAS

Decisão do STF sobre prisão em 2ª instância pode libertar 500 presos em AL

Redação

08/11/2019 13h01 - Atualizado em 08/11/2019 18h06

TJ-AL diz que cada caso será analisado
Foto: AssessoriaTJ-AL diz que cada caso será analisado

A polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à prisão após condenação em segunda instância pode tirar cerca de 500 presos, em Alagoas, de trás das grades. A informação é do Tribunal de Justiça (TJ-AL).

Porém, o Judiciário faz questão de frisar que "não significa que serão, porque os casos serão analisados individualmente pelos magistrados". No entanto, a pauta sobre a segunda instância só começou.

Um dia depois do STF mudar o entendimento e desautorizar o cumprimento da pena de réus condenados em segunda instância, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ) do Senado, senadora Simone Tebet ( MDB -MS), confirmou que o assunto será debatido no colegiado.

“Diante da decisão do STF, principalmente da declaração de voto do presidente daquela Corte no sentido de que o Congresso pode alterar a legislação sobre a prisão em segunda instância, incluirei, na pauta da próxima reunião da CCJ, PEC de autoria do senador Oriovisto Guimarães ", afirmou Simone. A próxima reunião da CCJ do Senado deverá ser no dia 20 de novembro .

A discussão não será já na próxima semana por causa da reunião da cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Brasília, na próxima quarta-feira, 13, e quinta-feira, 15. Nesses dias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM - AP) decretou ponto facultativo na Casa.

Advogados especializados em direito criminal elogiaram a decisão. Hugo Leonardo, presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), disse que a decisão do STF “deu um passo decisivo para recuperar o sentido da presunção de inocência”. Para ele, a Constituição sempre foi “claríssima” em relação ao assunto.

“A decisão não será capaz de compensar as injustiças e os dias de liberdade arbitrariamente tirados de milhares de pessoas nos últimos anos, mas é um marco importante para a retomada da nossa segurança jurídica”, disse o presidente do IDDD, entidade que atuou como interessada no processo.

Comentários
Curta o EXTRA no Facebook
Confira o nosso canal no YouTube
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Instagram Seguir </html>
Notamos que você possui
um ad-blocker ativo!

Produzir um conteúdo de qualidade exige recursos.

A publicidade é uma fonte importante de financiamento do nosso conteúdo.

Para continuar navegando, por favor desabilite seu bloqueador de anúncios.

publicidade