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EDiFÍCIO ALBARELLO

Boatos sobre interdição de prédio no Pinheiro deixam moradores em alerta

Redação

05/11/2019 11h11 - Atualizado em 05/11/2019 15h03

Edifício Albarello fica localizado no bairro do Pinheiro
Sofia SeprenyEdifício Albarello fica localizado no bairro do Pinheiro

Mais um boato sobre a instabilidade do solo no bairro do Pinheiro, em Maceió, deixa moradores da região em alerta. Desta vez, o alvo é o edifício Albarello, localizado na Rua Joaquim Gouveia de Albuquerque, número 379. 

Circula nas redes sociais e grupos de bate-papo a informação de que o prédio seria interditado sob risco de desabamento.

De acordo com a Defesa Civil, hoje não há nenhuma medida de interdição a ser feita no imóvel e que "ele continua sendo um prédio que tem rachaduras em monitoramento". A assessoria do órgão informou ainda que caso o problema evolua de alguma maneira as medidas cabíveis serão adotadas. 

Dos 60 apartamentos do prédio, somente 10 estão ocupados. As famílias foram orientadas a deixar o local no mês de março, mas nem todos quiseram abandonar suas residências em troca de um imóvel alugado pago com valor da ajuda humanitária. 

Segundo Anderson Nascimento, representante comercial e morador do edifício Albarello, a incerteza é a pior angústia dos que ali vivem. 

"Recentemente recebemos a visita do Dinário Lemos, coordenador da Defesa Civil. Para o advogado que possui um escritório em frente ao nosso prédio, ele disse que o prédio estava sob risco de desabamento a qualquer momento levando em consideração o que aconteceu em Fortaleza", afirmou Anderson. 

Preocupados, os moradores remanescentes do prédio foram até a Defesa Civil municipal localizada no bairro para questionar as alegações feitas ao advogado. 

"Aconteceu uma onda de informações em grupos de WhatsApp do prédio, do próprio bairro, e fomos saber na própria Defesa Civil o quanto isso era verídico. Lá, Lemos afirmou que a informação foi distorcida e que ele havia se pronunciado de outra maneira", afirmou o morador. 

Agora, diante das incertezas, as 10 famílias já se articulam para deixar o prédio. "Só para vocês terem uma ideia, fomos saber quando tempo tínhamos para deixar nossas casas e nem este tempo nos foi dado. Na realidade, foi questionado para nós quanto tempo precisávamos para deixar o local. É essa incerteza e desinformação que complica. Eles não dão prazos, sempre colocam nas nossas mãos".

Ele questionou ainda que quando a CPRM deixou o estado, foi informado aos moradores que a saída preventiva era por conta da quadra chuvosa, e que depois da quadra chuvosa, um outro estudo iria ser feito, mas segundo Anderson, nenhuma medida foi tomada até agora.

O morador diz também não entender a razão de a petroquímica Braskem estar fazendo serviços paliativos no bairro se ela não se diz culpada pelo que vem acontecendo no Pinheiro. "A situação é triste, e de incertezas".

A síndica do prédio não autorizou a entrada do EXTRA e nem falou com a reportagem.

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