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JUSTIÇA

Família faz protesto em julgamento de acusados de matar sem-terra

Redação com assessoria

30/10/2019 10h10 - Atualizado em 06/11/2019 14h02

Os reús Francisco, Zé Catu e João.
Caio LoureiroOs reús Francisco, Zé Catu e João.

O julgamento dos dois homens acusados de assassinar o integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Luciano Alves da Silva, conhecido como Grilo, na zona rural de Craíbas, em 2003, começou às 8 h desta quarta-feira, 30. 

José Francisco Silva, conhecido como Zé Catu, seu irmão Francisco Silva, e João Olegário dos Santos estão no banco dos reús do 3º Tribunal do Júri da Capital. A sessão está sendo conduzida pelo juiz John Silas da Silva, substituto da 9ª Vara Criminal da Capital.

O julgamento foi desaforado em 2014 após o Ministério Público Estadual alegar que alguns jurados teriam sido procurados e coagidos a mudar seus votos. Na época, o desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza decidiu transferir a sessão para Maceió.

“Levando em consideração que mais de um terço dos jurados alegaram não ter condições de participar da sessão, tendo alguns sido procurados inclusive por pessoas estranhas, objetivando atingir o resultado do julgamento, é totalmente recomendada a alteração do local”, fundamentou na ocasião.

Familiares e integrantes do movimento estão na porta do fórum com cartazes pedindo justiça pela morte de Grilo.




O caso


O crime ocorreu em 7 de setembro de 2003, por volta das 22h, em uma estrada vicinal do Sítio São Gonçalo, zona rural de Craíbas. A vítima teria ido a um bar por insistência de Josinaldo José dos Santos, já falecido. Quando estava saindo do local, foi alvejado por tiros disparados por dois homens em uma moto.

De acordo com o depoimento de testemunhas, Luciano Alves tinha pretensões de disputar o cargo de vereador de Girau do Ponciano. Seu principal adversário seria José Francisco, o Zé Catu. Dias antes do crime, a vítima teria dito a um amigo que morreria por conta de suas posições políticas.

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