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ARAPIRACA

Frigovale é vítima de armação e perseguição política

Empresa instalada há três anos causa desconforto a pequeno grupo de marchantes acostumados a práticas ilegais

Bruno Fernandes

26/07/2019 13h01 - Atualizado em 26/07/2019 13h01

Frigovale do Guaporé Comércio e Indústria de Carnes funciona em Arapiraca
ArquivoFrigovale do Guaporé Comércio e Indústria de Carnes funciona em Arapiraca

A Frigovale do Guaporé Comércio e Indústria de Carnes, empresa localizada em Arapiraca e responsável por abater bovinos, caprinos e suínos de aproximadamente 30 municípios da região, enfrenta um golpe provocado pela resistência de um pequeno grupo de marchantes, que estavam acostumados a abater os animais no antigo matadouro, e uma disputa interna entre sócios da empresa. Dessa vez, boatos de que o forte cheiro proveniente de um suposto descarte de vísceras de animais estaria atrapalhando a vida de moradores do conjunto residencial Brisa do Lago, localizado a pouco menos de 500 metros do local, passou a circular na mídia.

Segundo notícias veiculadas na imprensa de Arapiraca, o mau cheiro estaria atrapalhando aulas fazendo alunos estudarem com máscaras. Além disso, estaria prejudicando a saúde de pessoas e consequentemente prejudicando negócios locais. O EXTRA foi até a sede da empresa, onde estaria sendo a fonte do mau cheiro, para ouvir os responsáveis pelo abate. Segundo o diretor executivo, Jaelson Gomes, é impossível existir tal odor tendo em vista que não existe descarte de restos de animais no local. “Tudo dos animais abatidos aqui é aproveitado. Os restos como vísceras e ossos são transformados em farinha de osso para a indústria pet e sebo para o biodiesel”, explicou.

O gerente Operacional da Campo do Gado Reciclagem, Adelmo Pereira, explicou que de fato, aconteceu no último final de semana uma fumaça provocada pela fritura da matéria prima, mas que durou no máximo 30 minuto devido à quebra do picador, que tem um motor responsável por triturar os ossos.

“Como o motor quebrou, o material acabou fermentando um pouco e na hora em que de fato foi triturado houve um cheiro um pouco mais forte, mas isso aconteceu de forma pontual. A empresa investiu pesado no equipamento chamado filtro ecológico que atua em três etapas, utilizando eucalipto, cerâmica e carvão, buscando justamente evitar que o cheiro incomode as pessoas”, explica. O semanário entrevistou moradores que negaram se sentir incomodados com o cheiro da fumaça. O EXTRA também constatou que nas proximidades do matadouro não existe “mau cheiro” como relatado por veículos locais.

Em relação aos boatos de que alunos estariam assistindo aulas usando máscaras, o EXTRA teve acesso a um vídeo onde a vice-diretora, identificada apenas como professora Erivânia, da Escola de Tempo Integral Maria Cleonice Barbosa de Almeida, desmente o boato que surgiu nos últimos dias. “De fato existe um cheiro forte que dura apenas entre 15 e 20 minutos, mas ninguém pediu demissão por isso [...] Sobre as máscaras que foi comentado que estaríamos usando, tanto alunos quanto funcionários, isso não procede”.

Disputa interna

Em entrevista ao EXTRA, o gestor responsável pelo funcionamento da filial da Frigovale em Arapiraca, Gustavo Machado, afirmou que uma disputa interna entre sócios também pode estar por trás dos boatos “premeditadamente criados”, considerando que já existe um litígio judicial entre as partes.

Gustavo Machado acusa Marlos dos Santos de ser usado por sócios para prejudicar imagem da atual gestão; vice-diretora desmente boatos

“De acordo com a realidade dos fatos e dos últimos acontecimentos, o marchante Marlos dos Santos, que se apresenta como líder, pode estar sendo usado por sócios e buscando a autopromoção política, com objetivo de disputar as eleições de 2020, favorecendo sua possível candidatura a vereador e se utilizando dos moradores do Brisa do Lago”, disse. De acordo com informações, Marlos dos Santos não mora no conjunto.

Gustavo Machado, empresário do segmento, com três frigoríficos na Bahia, afirmou também que entrou na empresa a convite, a partir da compra das cotas de dois sócios, entre os sete existente. Machado explica que arrendou a estrutura investindo numa nova. A empresa passou a ser a Indústria de Reciclagem Animal Campo do Gado, focada na produção regional.

Ainda de acordo com o empresário “Marlos insiste em representar uma força estranha e insiste em representar a comunidade do Brisa do Lago da qual não faz parte, por esta razão a empresa se sentiu na obrigação de o processar por danos morais”.

Na ação, entre as acusações está a de que “o Promovido obstinadamente manifesta-se nas rádios e demais veículos de comunicação sustentando que a FRIGOVALE comete irregularidades na execução do contrato de concessão, entre outras afirmações, com o objetivo de destruir a imagem da Promovida”. Vale ressaltar que a empresa opera com todas as licenças expedidas pelos órgãos responsáveis.

O EXTRA entrou em contato com o acusado de promover boatos contra a empresa. Em resposta às acusações encontradas no processo judicial, Marlos dos Santos afirmou que ainda não foi citado. Sobre a insatisfação dos marchantes e o cheiro proveniente da empresa, disse apenas que “Vamos marcar outro dia para passar os números dos processos. E sobre os marchantes do mesmo jeito”.

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