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Número de desempregados em Alagoas subiu 164% em quatro anos

Nordeste é a região com maior fatia de desempregados

Bruno Fernandes

18/06/2019 15h03 - Atualizado em 18/06/2019 15h03

Pesquisa foi divulgada nesta terça-feira pelo IBGE
DivulgaçãoPesquisa foi divulgada nesta terça-feira pelo IBGE

O número de desempregados em Alagoas subiu 164,4% em quatro anos, segundo análise de Mercado de Trabalho divulgada nesta terça-feira, 18, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em Alagoas, o número de pessoas desempregadas há dois anos ou mais era de 9,72% em 2014. No segundo trimestre de 2017 o número chegou a 17,82%, e no primeiro trimestre deste ano está com 15,98%.

Em termos regionais, o Nordeste é o que tem a maior fatia de desempregados: 28,6%. O Norte fica logo atrás, com 27,6%. O Sudeste tem 23,6%; o Centro-Oeste, 20,5%; e o Sul, 20,4%, após a taxa crescer nos quatro anos 57,9%.

A pesquisa revela que a região Sul não tem um problema estrutural de desemprego de longo prazo, pois não alcança ainda a média nacional, mesmo sendo sensível à situação crítica do país e tendo esse crescimento grande.

Estudo utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

No Brasil, o número de pessoas desempregadas há mais de dois anos avançou de 17,4% no 1º trimestre de 2015 para 24,8% no mesmo período de 2019. O total de trabalhadores nessa condição chega a 3,3 milhões. Em quatro anos, o crescimento foi de 42,4%.

Ainda segundo o estudo do Ipea, das 507.140 novas vagas de trabalho abertas de novembro de 2017 a abril de 2019, 58.630 foram para trabalho intermitente e 19.765 para parcial, geralmente nos setores de serviços e comércio.

Mulheres são maioria

O desemprego de longo prazo atinge mais fortemente as mulheres. Entre as desocupadas, 28,8% estão nessa condição há pelo menos dois anos, contra 20,3% dos homens desempregados na mesma situação. O crescimento foi maior entre o público masculino.

Na análise por faixa etária, 27,3% dos desocupados com mais de 40 anos insistem sem sucesso na busca por trabalho há pelo menos dois anos, mas o crescimento do desemprego de longo prazo é maior entre os jovens. As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas.

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