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matou para fugir de dívida

Júri de acusado de matar dono do Maikai acontece nesta quinta-feira

Com assessoria

12/06/2019 11h11 - Atualizado em 12/06/2019 12h12

Marcelo dos Santos Carnaúba, réu confesso do assassinato de Guilherme Brandão
DivulgaçãoMarcelo dos Santos Carnaúba, réu confesso do assassinato de Guilherme Brandão

Na quinta-feira, a partir das 8h, sentará no banco dos réus Marcelo dos Santos Carnaúba, acusado de assassinar o empresário Guilherme Paes Brandão, dono da Choparia e Bar Show Maikai, na manhã do dia 26 de fevereiro de 2014. O julgamento acontecerá no salão da 9ª Vara Criminal, no fórum do Barro Duro.

A 49ª Promotoria de Justiça da Capital, do Ministério Público do Estado (MPE-AL) atuará no caso. Os promotores Leonardo Novaes Bastos e Marcus Vinícius Batista Rodrigues Júnior farão o papel de acusação, ao lado do advogado José Fragoso, contratado pela família da vítima.

Em abril do mesmo ano, o MPE-AL ofereceu denúncia contra Marcelo dos Santos Carnaúba, ex-gerente administrativo e financeiro do Maikai. À época, o promotor de justiça José Antônio Malta Marques classificou o crime como um homicídio triplamente qualificado em virtude de motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de outro delito. Carnaúba também responderá pelas alterações no lugar em que ocorreu o assassinato, numa tentativa de atrapalhar as investigações.

Para Malta Marques, o crime aconteceu após a vítima descobrir os desvios financeiros praticados pelo acusado que ocupava cargo de confiança na empresa. Para não arcar com as consequências das irregularidades, o então gerente planejou e executou o assassinato do empresário.

A autoria do homicídio foi comprovada com a confissão do delito por Carnaúba e também com os depoimentos prestados pelas testemunhas do caso. Quanto à materialidade do crime, servem como provas o laudo pericial do local da morte, o laudo do exame cadavérico e a certidão de óbito da vítima.

Acusado afastou funcionários na manhã do crime


Como parte do plano de assassinato, Carnaúba chegou a conceder folga a alguns funcionários da casa de shows naquela mesma data. A outros, ele sugeriu que chegassem mais tarde no expediente. 

Na manhã do dia em que ocorreu o crime, o gerente ligou o gerador de energia do estabelecimento, algo incomum no cotidiano da casa noturna, com o objetivo de disfarçar qualquer tipo de barulho diferente que despertasse suspeita quanto ao que estava prestes a ocorrer no escritório onde trabalhava.

A vítima, que costumava entrar na sala do acusado, adentrou o local sem a menor suspeita das intenções do empregado. “Já dentro da sala, Brandão foi atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca, o que nos fornece a certeza de que o empresário recebeu o ataque nas costas e pelas costas, vale dizer, por traição e de forma a não ter qualquer chance de defesa”, disse um trecho da denúncia.

Depois do assassinato, o então gerente administrativo e financeiro do Maikai arrastou o corpo do patrão, modificando a cena do crime, no intuito de simular outro delito no local, conforme a Polícia Civil constatou no laudo pericial de local de morte violenta, o que configura uma tentativa de fraude processual, segundo a denúncia do MPE/AL. Para se eximir do crime, Carnaúba ainda escondeu a arma na caixa de energia da casa e avisou aos demais funcionários que havia sofrido um assalto e que a vítima estava baleada.

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