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Braskem afirma que CPRM realizou leitura equivocada de sonares

Sofia Sepreny

11/06/2019 12h12 - Atualizado em 11/06/2019 13h01

Braskem afirma que CPRM realizou leitura equivocada de sonares
Foto: Sofia Sepreny

O Conselho Estadual de Proteção Ambiental de Alagoas (Cepram) realizou na manhã desta terça-feira, 11, no Palácio República dos Palmares, no Centro, uma reunião extraordinária sobre o afundamento dos bairros Pinheiro, Bebedouro e Mutange, em Maceió. 

O encontro atendeu um requerimento da Fecomércio, entidade que está preocupada com o decréscimo do poder comercial da região. Durante apresentação quanto à instabilidade no solo, Jorge Pimentel, pesquisador em Geociências da CPRM, comparou o Caso Pinheiro com o que aconteceu na Bósnia e Herzegovina. 

"Por causa de uma extração de sal por 47 anos, houve uma subsidência de 12 metros", explicou. Conforme a CPRM, os bairros estão afundando devido à exploração de sal-gema por mais de quatro décadas pela petroquímica Braskem. 

A empresa também participou da reunião e rebateu alguns pontos do laudo do governo federal. Segundo o diretor de Licenciamento da Braskem, Álvaro Cezar, “a população merece e tem o direito de saber o que está acontecendo no bairro para que a soluções de engenharia sejam direcionadas”. 

Disse ainda que: "Tivemos um prejuízo, em relação a comunicação. A partir de janeiro não conseguimos mais contato com a CPRM, somente depois que saiu o relatório. Sem todos os sonares não podemos ter diagnóstico definitivo sobre o que está acontecendo no bairro do Pinheiro”.

Em slide, a Braskem anunciou que seções geológicas realizadas pela petroquímica não evidenciam presenças de falhas do Mutange. Declarou ainda que a única análise correta feita pela CPRM foi sobre a Mina 7, que registrou desabamento.

Para a Braskem, a área do Pinheiro conta com a existência de grandes depressões tornando a região propícia à percolação de água e possíveis movimentos de massa.

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